Maria Augusta Rodrigues ganha seminário que celebra memória e saber do carnaval
Evento homenageia pesquisadora referência da cultura popular
Na mesma data em que nasceu uma das mentes mais dedicadas a compreender o carnaval como linguagem cultural, a Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, tornou-se palco de memória, reflexão e celebração. O Seminário Carnavalesca Maria Augusta Rodrigues, realizado nesta sexta-feira (23), reuniu pesquisadores, professores e carnavalescos para revisitar a trajetória e o legado de uma mulher que transformou o estudo do carnaval em campo legítimo de conhecimento.
O encontro não teve tom nostálgico. Pelo contrário: partiu da história para projetar o futuro. Ao longo do dia, a programação costurou mesas de debate, exibição de vídeos e conversas atravessadas por sambas que ajudaram a embalar gerações. A proposta era clara — eternizar uma contribuição que ultrapassa a avenida e alcança a formação da identidade cultural brasileira.
Maria Augusta Rodrigues foi mais do que carnavalesca. Foi pesquisadora, intelectual da cultura popular e voz fundamental na consolidação do carnaval como objeto de estudo acadêmico. Seu olhar atento às manifestações populares ajudou a romper preconceitos históricos e abriu caminhos para que o samba, os desfiles e os rituais da festa fossem compreendidos como patrimônio simbólico do país.
A escolha da Biblioteca Parque Estadual como sede do seminário reforçou essa dimensão. Para a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, o espaço sintetiza o espírito do encontro. “A Biblioteca Parque é um lugar de encontro entre memória, conhecimento e cultura. Celebrar Maria Augusta no dia de seu aniversário reafirma o compromisso do Estado com a valorização do carnaval como patrimônio cultural”, destacou.
O seminário foi estruturado em duas mesas centrais. A primeira, “Quem é Maria Augusta”, mediada pelo professor doutor Felipe Ferreira, apresentou a multiplicidade de atuações da pesquisadora. A segunda, “O legado Maria Augusta”, sob mediação de Luiz Carlos Magalhães, reuniu carnavalescos e estudiosos que conviveram com ela e testemunharam sua influência direta na forma de pensar o carnaval.
Para Felipe Ferreira, o encontro cumpre um papel essencial de continuidade. “Reconhecer Maria Augusta é valorizar a pesquisa, a memória e o carnaval como expressão cultural. Esse legado precisa ocupar os espaços institucionais e permanecer em diálogo com novas gerações”, afirmou.
Ao final, o seminário deixou uma sensação de permanência. Maria Augusta não foi lembrada apenas como personagem da história, mas como pensamento vivo, que segue inspirando estudos, práticas e narrativas sobre o Brasil. Entre livros, sambas e vozes, o carnaval mostrou, mais uma vez, que também se escreve com método, afeto e profundidade.
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