Jornada do TEA chega ao Rio e transforma ciência em acolhimento coletivo
Congresso reúne vozes da ciência e da vida real no autismo
O Rio de Janeiro amanhece plural por natureza, mas em março de 2026 a cidade ganha um novo pulso: o da escuta. Nos dias 28 e 29, o Riocentro recebe a 3ª edição do Congresso Jornada do TEA, encontro que vem se consolidando como o maior evento multidisciplinar sobre autismo no Brasil. Mais do que uma agenda de palestras, a Jornada propõe um território de troca onde ciência, cotidiano e inclusão caminham juntos.
Criada a partir de uma experiência pessoal de exclusão, a Jornada nasceu quando Sarita Melo, mãe e ativista, transformou a negativa de matrícula da filha autista não verbal em ação coletiva. O gesto virou movimento. Hoje, mobiliza milhares de famílias em defesa do diagnóstico precoce, do acesso a terapias baseadas em evidências e da inclusão que se faz na prática. “Informação de qualidade muda destinos”, resume Sarita, frase que ecoa como eixo do congresso.
A edição de 2026 reúne mais de 30 palestrantes nacionais e internacionais, compondo um mosaico que reflete a complexidade do espectro autista. Nomes como a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, o neurocientista Alysson Muotri e o neuropediatra Paulo Liberalesso dividem o palco com mulheres autistas, mães atípicas, pesquisadoras, educadoras e representantes do poder público. A proposta é clara: colocar no centro do debate os desafios reais das famílias — da infância à vida adulta, da escola às políticas públicas.
Entre mesas e conferências, o congresso também abre espaço para conversas sobre representatividade feminina, maternidade atípica e participação social. A atriz e ativista Luana Piovani integra uma das rodas de diálogo, ampliando o alcance do tema para além dos círculos técnicos. A presença de vozes diversas reforça o caráter híbrido do evento: científico sem ser distante, sensível sem perder rigor.
Com público estimado em mais de 5 mil pessoas, a Jornada do TEA chega ao Rio após edições marcantes em Goiânia e Brasília. O cenário atual reforça sua urgência. Dados do IBGE indicam cerca de 2,4 milhões de pessoas autistas no Brasil; a ONU estima mais de 70 milhões no mundo. Números que pedem políticas, formação e empatia.
Ao final, a Jornada não se encerra quando as luzes do palco se apagam. Ela continua nas redes de apoio que se formam, nas decisões que se transformam em políticas e nas famílias que seguem menos sozinhas. É ciência em movimento — e inclusão como prática diária.
Ciência, acolhimento e vozes reais se encontram no Rio. A Jornada do TEA é sobre transformar informação em ação. #AutismoBrasil #InclusaoNaPratica
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