Goiás acelera o futuro e coloca o Brasil na liderança da mobilidade elétrica
Estado estreia maior ônibus elétrico do mundo em operação regular
Ainda é cedo, mas a cidade já acorda diferente. No asfalto quente de Goiânia, o silêncio chama atenção antes mesmo da velocidade. Não é ausência de movimento — é sinal de mudança. No dia 30 de janeiro, Goiás escreve um novo capítulo da mobilidade urbana ao colocar em operação regular os maiores ônibus biarticulados elétricos do mundo e inaugurar o maior eletroposto de recarga de ônibus elétricos do Brasil.
A iniciativa marca um ponto de virada no transporte coletivo nacional. Pela primeira vez, veículos 100% elétricos de altíssima capacidade passam a integrar, de forma contínua, um sistema estruturado de BRT. Com cerca de 28 metros de comprimento e capacidade para até 250 passageiros, os novos biarticulados Volvo não têm equivalentes em operação urbana regular em nenhuma outra cidade do planeta.
O projeto integra a Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (Nova RMTC), considerada hoje o maior programa de modernização do transporte público em execução no país. Com investimentos superiores a R$ 2 bilhões, o sistema atende cerca de 530 mil usuários por dia em 21 municípios e mantém a tarifa congelada em R$ 4,30 desde 2019 — um dado raro no cenário brasileiro.
Mais do que frota, o avanço está na estrutura. Para sustentar essa operação inédita, o governo estadual entrega o Eletroposto Oeste, maior terminal de recarga de ônibus elétricos do Brasil em potência instalada. Com 23 carregadores de 240 kW, capacidade para recarregar até 46 veículos simultaneamente e potência total de 6 MVA, o espaço foi projetado para garantir eficiência, segurança e previsibilidade operacional.
A tecnologia vai além da tomada. O eletroposto abriga o primeiro sistema móvel de armazenamento de energia em baterias (BESS) utilizado comercialmente no transporte público brasileiro, capaz de estabilizar a rede em picos de demanda e abrir caminho para soluções inteligentes de recarga e integração com energia renovável.
Ao todo, Goiânia passa a contar com 21 novos ônibus elétricos de alta performance, incluindo 16 articulados de 21 metros. Até março, outros 23 veículos elétricos BYD se somam à frota. O plano prevê que, até o fim de 2026, o sistema BRT opere com uma matriz diversificada: ônibus elétricos, veículos movidos a biometano e modelos Euro 6.
O resultado é mais do que inovação tecnológica. É conforto, menos ruído, zero emissão de CO₂ e uma experiência urbana mais humana. Goiás não apenas adota a mobilidade elétrica — estabelece um novo padrão. E mostra que o futuro, quando bem planejado, pode começar agora.
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