Netflix celebra 15 anos no Brasil com novo escritório e aposta ampliada no audiovisual nacional
Nova sede em São Paulo marca fase de expansão criativa
A manhã paulistana ganhou ares de celebração global nesta terça-feira (27). Em Pinheiros, bairro que mistura passado industrial e vocação criativa, a Netflix inaugurou seu novo escritório no Brasil e deu início oficial às comemorações de seus 15 anos no país. A presença do co-CEO Greg Peters reforçou o simbolismo do momento: mais do que uma mudança de endereço, trata-se da consolidação de uma relação estratégica com o audiovisual brasileiro.
O novo espaço é o único da Netflix na América Latina ocupado integralmente pela empresa. Sua construção e adaptação movimentaram R$ 141 milhões na economia local e geraram mais de 2 mil postos de trabalho. A sede foi pensada para acompanhar o crescimento da operação brasileira, que só em 2025 ampliou sua equipe em 20%, refletindo um mercado em plena ebulição criativa.
Durante a cerimônia, Peters destacou a trajetória construída desde 2011, quando a plataforma chegou ao país. “Temos muito orgulho de caminhar lado a lado com os criadores brasileiros e ver como suas histórias ultrapassam fronteiras”, afirmou. A fala ecoa números expressivos: nos últimos três anos, a Netflix trabalhou com mais de 40 produtoras nacionais e gerou mais de 12 mil empregos apenas com os títulos lançados em 2025.
Autoridades como o prefeito Ricardo Nunes e representantes dos governos estadual e federal também participaram do evento, reforçando o papel da indústria criativa como vetor econômico. “A Netflix segue produzindo conteúdos brasileiros para o Brasil e para o mundo”, disse Nunes, resumindo o espírito da parceria.
No campo cultural, a presença da empresa no país mudou o jogo. Desde 3%, primeira série original brasileira lançada em 2016, a Netflix diversificou gêneros e narrativas. Títulos como Sintonia, Caramelo e Os Donos do Jogo alcançaram relevância global, impulsionando uma audiência internacional que cresceu 60% no segundo semestre de 2025 em relação ao período anterior.
O calendário de 2026 reforça essa aposta: Emergência Radioativa, Brasil 70 e Sintonia: O Filme lideram uma lista que inclui reality shows, adaptações literárias e novos dramas. A empresa também mantém parcerias com o cinema independente, como no premiado O Agente Secreto, além de projetos assinados por nomes centrais do cinema brasileiro contemporâneo.
Para Elisabetta Zenatti, vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil, o sucesso é fruto de uma escuta ativa. “Histórias locais ganham o mundo quando falam de temas universais”, resume. Quinze anos depois, a Netflix parece ter entendido que o Brasil não é apenas mercado — é linguagem, potência e futuro narrativo.
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