Curtas ganham tela grande no Rio com o Festival Flávio Migliaccio
Evento celebra o cinema brasileiro em formato curto
O cinema brasileiro, quando cabe em poucos minutos, costuma dizer muito. É nessa potência condensada que o III Festival Nacional de Curtas-Metragens Flávio Migliaccio abre inscrições e reafirma seu lugar no calendário cultural do país. Em agosto de 2026, nos dias 15 e 16, a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro será novamente ponto de encontro para histórias breves, intensas e diversas, vindas de todas as regiões do Brasil.
As inscrições, gratuitas, seguem abertas até 13 de março e acolhem curtas-metragens de ficção e documentário com duração entre 3 e 30 minutos, produzidos a partir de 2023. O processo simples e acessível reflete a essência do festival: democratizar o acesso, incentivar novas vozes e ampliar a circulação do audiovisual independente. Em um cenário marcado por desafios de financiamento e distribuição, a gratuidade se torna um gesto político e cultural.
Criado em homenagem a Flávio Migliaccio, ator que atravessou gerações com personagens marcantes e profunda ligação com o cinema e a televisão brasileira, o festival carrega mais do que um nome simbólico. Carrega uma ideia de cultura como espaço de afeto, crítica e permanência. Migliaccio representava a arte feita com compromisso humano — característica que se reflete na curadoria e na proposta do evento.
Ao longo de suas edições, o festival se consolidou como espaço de visibilidade e troca. Realizadores iniciantes dividem a mesma tela com cineastas experientes; estudantes dialogam com profissionais do setor; o público encontra obras que dificilmente chegam ao circuito comercial. Tudo isso em um dos palcos mais emblemáticos do audiovisual nacional: a Cinemateca do MAM Rio, referência histórica na preservação e difusão do cinema.
Para Francis Ivanovich, diretor geral e idealizador do projeto, o festival atua como plataforma de formação e resistência cultural. Em tempos de consumo acelerado, os curtas exibidos convidam à pausa e à escuta atenta. São narrativas que exploram temas urgentes, memórias pessoais, questões sociais e experimentações estéticas — sempre com liberdade criativa.
Mais do que uma mostra competitiva, o III Festival Nacional de Curtas-Metragens Flávio Migliaccio se afirma como um território de encontros. Um lugar onde o cinema brasileiro respira, se reinventa e encontra novas possibilidades de existir. Em cada sessão, fica a sensação de que essas histórias, embora curtas, continuam ecoando muito depois da última cena.
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