Breaking News

Refrigerantes perdem fôlego e abrem espaço para bebidas com propósito

Bem-estar redefine consumo e acelera bebidas funcionais

O consumo consciente redefine o mercado de bebidas no Brasil. Funcionais ganham espaço onde o refrigerante perde força. #Linkezine 🌿

 

O barulho das latinhas parece menos frequente nas mesas brasileiras. Em 2025, os refrigerantes começaram a sair de cena com mais clareza, enquanto novas bebidas passaram a ocupar o centro da conversa. Funcionais, naturais, sem álcool e com menos açúcar, elas não surgem apenas como alternativas — chegam como símbolos de um novo jeito de consumir. Em 2026, o movimento já não é tendência: é mudança estrutural.

Dados da Euromonitor International mostram que o consumo per capita de refrigerantes recuou, ao mesmo tempo em que categorias associadas a saúde e bem-estar seguiram em alta. O cenário dialoga com um contexto mais amplo: a economia global do bem-estar já ultrapassa US$ 6 trilhões, segundo o Global Wellness Institute, e influencia desde escolhas alimentares até a forma como marcas constroem significado.

Mais do que trocar um produto por outro, o consumidor parece redefinir prioridades. A bebida deixa de ser apenas refresco e passa a integrar rotinas de autocuidado, prática esportiva, lazer e socialização. “O valor hoje está na conexão entre saúde, prazer e identidade”, observa Júlia Santana, fundadora e diretora criativa da Vida Rio. Para ela, a virada registrada em 2025 revelou uma mudança profunda na lógica de consumo: menos preço, mais propósito.

Relatórios de 2026 do IWSR Drinks Market Analysis reforçam essa leitura ao apontar o Brasil como líder no crescimento de bebidas sem álcool na América Latina, impulsionado principalmente por jovens adultos urbanos. No mesmo período, a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE indica aumento dos gastos com produtos ligados a ingredientes naturais e menor teor de açúcar. Não por acaso, estudos da Bain & Company destacam experiências e lifestyle como motores do mercado premium, enquanto dados da Embratur mostram a expansão do turismo de bem-estar no país.

Nesse ambiente, marcas autorais ganham relevância ao traduzir estilo de vida em produto. No caso da Vida Rio, o discurso se ancora no cotidiano carioca: praia, esporte, alimentação leve e vida ao ar livre. “Escalar não pode significar perder essência”, afirma Júlia. Para ela, o futuro das bebidas no Brasil passa menos por volume e mais por relevância cultural, qualidade de vida e vínculo real com o consumidor.

Se o refrigerante perde espaço, não é por falta de hábito, mas por excesso de consciência. O copo continua cheio — só mudou o conteúdo.

 

Menos açúcar, mais significado: o copo do brasileiro está mudando — e rápido.  #BemEstar
#ConsumoConsciente

 

disponível para venda na Amazon:   https://a.co/d/0gDgs0S

Sobre Áila Neder (514 artigos)
Áila Neder, formada em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comissária de bordo, depois de sofrer muito por conta do que realmente queria fazer da vida, se encontrou nas panelas e na beira do fogão. Desde pequena ajudava sua avó nos preparos de bolos e doces para as festas da família, em 2013 resolveu enfrentar os preconceitos ainda existentes na profissão e abraçar de vez sua verdadeira vocação. Entrou para o curso de gastronomia no IBMR Laureate, estagiou em vários restaurantes franceses e hotéis internacionais, hoje formada faz pós-graduação em patisserie pela UNISUAM.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Linkezine

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading