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Quando o gesto vira encontro: “Bordando a Vida” costura arte e memória em Fortaleza

Performance transforma o bordado em experiência coletiva

Em Fortaleza, Bordando a Vida transforma o bordado em espaço de encontro, memória e troca entre gerações. #Linkezine 🧵

Em meio ao ritmo acelerado da cidade, onde o tempo costuma apagar histórias antes mesmo de serem ouvidas, uma ação delicada propõe o contrário: parar, sentar, bordar e conversar. É assim que a performance relacional Bordando a Vida ocupa espaços públicos de Fortaleza e transforma o gesto manual em território de escuta, afeto e convivência.

Criada pela artista Maria Valdênia, com participação de Silvia Moura, a performance ganha novas apresentações nos dias 6 e 18 de fevereiro, sempre às 16h, passando pela Praça José Bonifácio, no Centro, e pelo Parque Rachel de Queiroz, no bairro Presidente Kennedy. Ao escolher esses cenários abertos, o projeto amplia o acesso à arte e convida o público a participar ativamente do processo criativo.

O ponto de partida é simples e potente: um tecido de algodão cru com seis metros de comprimento. Aos poucos, ele vai sendo preenchido por bordados feitos coletivamente, onde surgem palavras, imagens e relatos compartilhados entre artistas e participantes. Cada linha carrega uma memória, uma experiência ou um aprendizado que se cruza com o do outro. O bordado, aqui, deixa de ser apenas técnica e se afirma como metáfora viva da troca entre gerações.

“Em um contexto social marcado pela aceleração do tempo e pela invisibilização do envelhecimento, Bordando a Vida propõe tensionar os estigmas associados à velhice”, explica Maria Valdênia. A performance reafirma o lugar das pessoas idosas como sujeitos ativos de criação e conhecimento, estruturando-se a partir de uma lógica não hierárquica, onde artistas e público compartilham experiências de forma horizontal e sensível.

A presença de Silvia Moura acrescenta outra camada ao trabalho. Artista que transita entre dança, performance e palavra, ela atua nas conexões possíveis entre corpo e pensamento, ampliando o campo de diálogo da ação e reforçando a dimensão relacional da proposta. O encontro entre as duas artistas faz da performance um espaço de múltiplas escutas, onde o corpo também borda.

Realizado pela Plataforma Imaginários, o projeto conta com apoio da Secretaria da Cultura de Fortaleza (SECULTFOR) e foi selecionado pelo Edital para Performance Artística | PNAB 2024. Comprometido com a democratização cultural, Bordando a Vida oferece intérprete de LIBRAS em todas as ações, garantindo acessibilidade ao público.

Como desdobramento, será produzido um foto-livro com registros e relatos das performances, com dois lançamentos gratuitos e acessíveis em LIBRAS. Mais do que um objeto final, o material prolonga o gesto inicial: costurar memórias, encontros e cidades — ponto a ponto, no tempo presente.

 

Sentar, bordar e ouvir: quando a cidade vira espaço de troca.  #ArtePublica  #PerformanceArt

 

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