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Operação Barco de Papel avança e PF apreende dinheiro em SC

Investigação mira aportes do Rioprevidência

Operação Barco de Papel avança com buscas em SC e apreensão de dinheiro ligado ao caso Rioprevidência. #Linkezine 🚨

 

A cena chamou atenção até de quem já está acostumado ao noticiário policial. Na manhã desta quarta-feira, 11 de fevereiro, durante o cumprimento de mandado em um apartamento de Balneário Camboriú (SC), uma mala com dinheiro foi arremessada pela janela instantes antes da entrada dos agentes. O episódio marcou a terceira fase da Operação Barco de Papel, conduzida pela Polícia Federal.

A investigação apura aportes realizados pelo Rioprevidência — fundo de aposentadorias dos servidores do Estado do Rio de Janeiro — em títulos do Banco Master. Segundo a PF, há indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas, o que motivou a expedição de dois mandados de busca e apreensão pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram cumpridas em Balneário Camboriú e Itapema, no litoral catarinense.

O lançamento da mala pela janela ocorreu no momento em que os policiais se aproximavam do imóvel alvo da operação. O conteúdo foi recolhido e passará por perícia. A Polícia Federal não informou, até o momento, o valor exato apreendido nem a identidade da pessoa envolvida no episódio.

A Operação Barco de Papel já havia avançado na semana anterior, quando o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso na segunda fase da ação. Ele é investigado sob suspeita de destruição de provas relacionadas ao caso. A apuração busca esclarecer a legalidade e as circunstâncias dos investimentos realizados pelo fundo previdenciário em títulos privados, além de eventuais responsabilidades administrativas e criminais.

Criado para gerir recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais, o Rioprevidência administra valores bilionários. Por isso, decisões de investimento envolvendo o fundo têm impacto direto na sustentabilidade financeira do sistema previdenciário fluminense.

A Polícia Federal informou que as diligências seguem em curso e que novas fases não estão descartadas. Documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais apreendidos serão analisados para aprofundar a investigação.

Entre mandados judiciais e episódios que chamam atenção pela dramaticidade, o caso adiciona mais um capítulo à relação entre gestão pública e mercado financeiro. Agora, caberá às autoridades reunir as peças desse quebra-cabeça para esclarecer se houve irregularidades — e quais serão as consequências legais.

 

Nova fase da investigação movimenta litoral catarinense.  #PoliciaFederal #Investigacao

 

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