Tecnologia sustenta a engrenagem invisível do Carnaval de Salvador 2026
Conectividade vira pilar da festa
Quando o primeiro trio elétrico cruza a avenida e o som ecoa entre prédios históricos e camarotes iluminados, o que se vê é festa. O que não se vê — mas sustenta cada passo, cada transmissão ao vivo e cada pagamento por aproximação — é uma complexa rede digital operando em tempo real. Entre 12 e 18 de fevereiro, o Carnaval de Salvador 2026 deve receber mais de 1,2 milhão de turistas, segundo o Observatório do Turismo da Secult. E, por trás da multidão, existe uma cidade temporária conectada por fios invisíveis.
Reconhecido como um dos maiores eventos de rua do mundo, o Carnaval baiano exige integração precisa entre mobilidade, segurança, saúde, comunicação e serviços públicos. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser coadjuvante e assume papel estrutural. Em parceria com a Secretaria de Inovação e Tecnologia (SEMIT) e a SMART Companhia de Salvador Cidades Inteligentes, a empresa TLD será responsável por implantar e operar a infraestrutura de conectividade e segurança digital nos circuitos oficiais.
A operação começa meses antes da folia, com levantamentos técnicos e planejamento de rede. Durante o evento, equipes monitoram continuamente o tráfego de dados para garantir estabilidade e resposta rápida a eventuais falhas. “Estamos falando de múltiplos sistemas críticos funcionando simultaneamente, com alta exigência de disponibilidade. Não há espaço para interrupções”, afirma André Oliveira, diretor operacional da TLD.
A dimensão do desafio impressiona. No Carnaval de 2025, mais de 26 terabytes de dados circularam pelos circuitos Dodô e Osmar, que contaram com 99 access points outdoor. O consumo cresce à medida que o público aumenta, impulsionado por transmissões ao vivo, redes sociais, pagamentos digitais via Pix e maquininhas, além do funcionamento de sistemas de videomonitoramento e atendimento médico.
Para 2026, a expectativa é ampliar a capacidade de tráfego e reforçar o monitoramento da rede. A infraestrutura digital também dará suporte a ferramentas desenvolvidas pela Prefeitura, como o “Botão Lilás”, voltado ao atendimento rápido em casos de assédio, e o “Onde Está Meu Trio”, que utiliza georreferenciamento para localizar atrações e serviços essenciais. Soluções baseadas em inteligência artificial também integram o ecossistema informacional do evento.
Enquanto a música dita o ritmo nas ruas, é a tecnologia que mantém a engrenagem funcionando. No Carnaval de Salvador, a inovação não sobe no trio, mas garante que a festa continue — conectada, segura e pulsante até o último acorde.
Por trás do trio elétrico, uma rede invisível mantém a festa viva. #Carnaval2026 #Salvador
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