Breaking News

Bordando memórias: performance transforma praças em ateliês vivos

Projeto encerra circulação dia 18 no Rachel

Performance Bordando a Vida encerra circulação em Fortaleza com bordado coletivo e reflexão sobre envelhecimento. #Linkezine 🧵

 

No compasso mais lento que a cidade raramente permite, linhas atravessam o tecido enquanto histórias atravessam o tempo. Em Fortaleza, a performance Bordando a Vida tem transformado praças em espaços de escuta e partilha, onde o gesto de bordar vira linguagem e memória ganha corpo coletivo. A última ação da temporada acontece na quarta-feira de cinzas, 18 de fevereiro, às 16h, no Parque Rachel de Queiroz.

Criada por Maria Valdênia, com participação da artista Silvia Moura, a proposta parte de perguntas simples e potentes: o que uma pessoa idosa ainda tem a ensinar? O que ainda deseja aprender? A partir desses atravessamentos, o projeto constrói encontros intergeracionais que tensionam estigmas sobre o envelhecimento e reposicionam o corpo idoso como território de saber e criação.

Desde 4 de fevereiro, a performance ocupou espaços como a Praça Padre Elvis Marcelino, no Montese, a Praça da Gentilândia, no Benfica, e a Praça José Bonifácio, no Centro. Em cada parada, um mesmo ritual: artistas e público sentam lado a lado para bordar coletivamente um tecido de seis metros de algodão cru. Nele, surgem palavras, desenhos e relatos que nascem da conversa, do silêncio compartilhado, da lembrança que insiste em permanecer.

Selecionado pelo Edital para Performance Artística da SECULTFOR, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o projeto é realizado pela Plataforma Imaginários. A iniciativa também assegura intérprete de Libras em todas as ações, ampliando o acesso e reforçando o caráter inclusivo da proposta.

Para Maria Valdênia, que iniciou sua trajetória artística após a aposentadoria, Bordando a Vida é também um gesto político. Em uma sociedade que acelera e descarta, a artista propõe desacelerar e ouvir. Silvia Moura, conhecida por sua “dança-desabafo”, soma à ação sua pesquisa sobre corpo e pensamento, fortalecendo o diálogo entre performance e presença.

Como desdobramento, será lançado um foto-livro com imagens e relatos colhidos nas praças, ampliando o alcance da experiência para além do encontro presencial.

Na quarta-feira de cinzas, quando o Carnaval silencia e a cidade retoma o fôlego, o bordado continua. Porque, ali, cada ponto é memória — e cada memória, futuro sendo costurado.

 

Entre linhas e memórias, a praça vira encontro. Último bordado dia 18. ✨  #ArteContemporânea
#FortalezaCultural

 

disponível para venda na Amazon:   https://a.co/d/0gDgs0

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Linkezine

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo