“Eu Fractal” propõe nova leitura da identidade humana
Beatriz Breves une ciência e sentir
Há livros que organizam ideias. Outros reorganizam o próprio leitor. Em Eu Fractal – conhece-te a ti mesmo, a psicóloga, psicanalista e física Beatriz Breves propõe uma travessia conceitual que revisita as bases da identidade humana sob uma perspectiva transdisciplinar. O ponto de partida é ousado: compreender o Eu como estrutura vibracional organizada em padrões fractais.
Fundadora da Sociedade da Ciência do Sentir (SoCiS), Breves construiu sua trajetória integrando campos que tradicionalmente caminham separados. Nesta obra, ela articula psicanálise, física, biologia, arte e ciência da complexidade para sustentar o que denomina paradigma vibracional — uma abordagem que não fragmenta corpo, mente e meio ambiente, mas os compreende como dimensões interligadas de um mesmo processo.
No centro da reflexão está o conceito de “Consciência Alfa”, descrita como um complexo vibracional em que passado, presente e futuro convergem no “Instante do Agora”. A autora sugere que as experiências vividas ao longo da vida não se acumulam de forma linear, mas se entrelaçam em tramas que se reorganizam continuamente. A identidade, nesse modelo, não é estática: é dinâmica, relacional e sensível às interações com o mundo.
O livro também apresenta a noção de Psicomplexidade, que fundamenta a chamada Psicoterapia Complexa. Sustentada em três pilares — eco empático, identificação de padrões recorrentes e exercício do pensamento complexo —, a proposta amplia o olhar sobre os processos internos e propõe uma escuta que reconhece múltiplas camadas do sujeito.
Ao discutir identidade, Breves argumenta que não é possível reduzi-la a um único referencial. A dimensão biológica pode oferecer parâmetros sociais importantes, mas não esgota a realidade psíquica. Negar essa multiplicidade, segundo a autora, é limitar a compreensão do próprio existir.
A obra dialoga ainda com a inteligência artificial Copilot, responsável pelo prefácio, ampliando o debate sobre consciência e tecnologia em um tempo em que as fronteiras entre humano e digital se tornam cada vez mais permeáveis.
Inserido no campo da psicofísica contemporânea e influenciado pelo Pensamento Complexo de Edgar Morin, Eu Fractal convida o leitor a experimentar uma percepção mais integrada de si. Não se trata apenas de teoria, mas de um exercício de presença. Ao final, a pergunta que ecoa não é apenas “quem sou eu?”, mas “em que padrões vibro?”. E talvez seja nesse deslocamento que o livro encontre sua maior potência.
E se o Eu não fosse fixo, mas vibracional? “Eu Fractal” convida a repensar quem somos. #DesenvolvimentoHumano #PsicologiaContemporânea
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