Ação bilionária pressiona Digimais e amplia crise no sistema financeiro
Fundo EXP 1 vira foco de disputa judicial
Nos bastidores do mercado financeiro, onde cifras circulam com discrição e contratos valem mais que manchetes, uma nova disputa judicial ameaça aprofundar a crise do Digimais, banco ligado ao líder religioso Edir Macedo. O centro da controvérsia é o fundo de investimento EXP 1 — e um rombo que pode se aproximar de R$ 500 milhões.
O empresário Roberto Campos Marinho Filho, sócio da instituição e controlador da Yards Capital, afirma ter sofrido prejuízo significativo após aceitar papéis da Fictor, da Reag e do Banco Master como lastro para a participação do Digimais no fundo. Segundo ele, os ativos perderam valor com o avanço de investigações policiais que atingiram as três instituições.
A estrutura do negócio previa que o Digimais adquirisse 80% do EXP 1 por meio desses títulos, enquanto os 20% restantes permaneceriam com Marinho. O problema surgiu quando o valor da carteira despencou, pressionado por suspeitas de fraudes e manobras financeiras envolvendo especialmente o Master e a gestora Reag.
Na última semana, a Yards notificou judicialmente o Digimais para que o banco recompre a carteira de R$ 462,2 milhões aportada no fundo. Desse total, cerca de R$ 316,6 milhões estariam ligados a papéis do Master e da Reag, enquanto outros R$ 145,6 milhões seriam atribuídos à Fictor.
A Reag foi alvo recente de operações policiais que investigam supostas movimentações para ocultar recursos do crime organizado e transações suspeitas relacionadas ao Banco Master. Diante do cenário, o Banco Central determinou sua liquidação em dezembro. Já o Master entrou em colapso após anunciar venda à Fictor por R$ 3 bilhões — negócio que não se concretizou. Um dia depois do anúncio, o banco foi liquidado e executivos acabaram presos.
A Fictor, por sua vez, pediu recuperação judicial em janeiro, alegando crise de liquidez após investidores solicitarem resgates em massa diante das notícias envolvendo o Master.
O caso adiciona tensão a um sistema financeiro que já enfrenta escrutínio reforçado. Enquanto a disputa avança nos tribunais, investidores acompanham atentos. Em um mercado onde confiança é ativo central, cada novo processo pesa mais do que qualquer balanço.
A novela jurídica está apenas começando — e o impacto pode ir além das partes envolvidas.
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