Demoliner ajusta o saque e mira o brilho do Rio Open
Dupla com Romboli encara o ATP 500
O saibro ainda guarda as marcas recentes de Buenos Aires quando Marcelo Demoliner já projeta novos passos. Entre aeroportos, treinos e a rotina silenciosa dos bastidores do circuito, o tenista gaúcho transforma cada semana em capítulo de uma temporada intensa. Depois de competir no ATP 250 da capital argentina, ele volta o olhar para o principal palco do tênis sul-americano: o Rio Open, que começa na segunda-feira (16), no Rio de Janeiro.
Na Argentina, Demoliner e o parceiro Fernando Romboli alcançaram as quartas de final na chave de duplas. Cabeças de chave número 4, os brasileiros foram superados pelos argentinos Andrea Collarini e Nicolás Kicker por 2 sets a 0 (6/3 e 6/4), em partida disputada no saibro e decidida em pouco mais de 1h13min. O resultado encerrou a campanha, mas manteve o ritmo competitivo da dupla, que segue afinando entrosamento em meio a uma temporada exigente.
Agora, o desafio cresce em proporção e visibilidade. O Rio Open é o único ATP 500 da América do Sul e considerado o maior torneio da região. Disputado também no saibro, reúne nomes de peso do circuito mundial e atrai milhares de torcedores ao Jockey Club Brasileiro, consolidando-se como vitrine internacional do esporte no continente.
Demoliner, representante do Recreio da Juventude, chega ao Rio embalado pela sequência de torneios e pela consistência nas duplas. Experiente no circuito, ele aposta na sintonia com Romboli para buscar uma campanha sólida diante de adversários de alto nível. Em competições desse porte, detalhes fazem diferença: posicionamento na rede, leitura rápida dos pontos e precisão nos momentos decisivos.
Por trás da trajetória do atleta está o Recreio da Juventude, clube fundado em 1912 e um dos mais tradicionais da Serra Gaúcha. Com mais de 20 mil associados e estrutura que abriga cerca de 900 atletas em diversas modalidades, o Recreio é referência nacional em formação esportiva. Sua história se confunde com a de Caxias do Sul — foi em sua antiga sede que ocorreu a primeira Festa da Uva, em 1931.
Entre tradição e alto rendimento, Demoliner carrega consigo não apenas a raquete, mas a representação de uma instituição centenária. No Rio, diante das arquibancadas cheias e do calor do verão carioca, ele busca mais do que vitórias: procura reafirmar seu espaço em um circuito cada vez mais competitivo. O próximo saque já tem destino marcado.
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