Modernismo em Movimento: CARDE celebra 1922 com painel inédito de Athos Bulcão
Semana especial conecta arte, design e história
Em fevereiro, o Brasil relembra o eco inquieto de 1922. Cem anos depois da Semana de Arte Moderna sacudir o Theatro Municipal de São Paulo, o modernismo continua atravessando gerações — agora, ganhando novos contornos nas montanhas de Campos do Jordão. De 23 a 28 de fevereiro, o CARDE promove a Semana Modernista e inaugura um painel inédito de Athos Bulcão, ampliando seu acervo e reafirmando o diálogo entre arte, arquitetura e identidade nacional.
A proposta do museu vai além da reverência histórica. A mostra Modernismo em Movimento conecta os ideais revolucionários de 1922 às transformações das décadas de 1950 e 1960, período em que o Brasil projetava um futuro moderno também no concreto, no traço e na indústria. O visitante percorre salas que costuram pintura, design e imaginário urbano, revelando como o movimento amadureceu sem perder seu impulso experimental.
Na sala Era Vargas, uma única parede concentra 14 obras modernistas: 11 telas de Cândido Portinari — entre elas o emblemático Operário (1947) — e três de Di Cavalcanti, incluindo Pescadores. Já na sala Vozes da Juventude, a vibrante Paisagem do sítio de Paraty (1975), de Djanira, amplia a leitura sobre o modernismo tardio e suas ressonâncias sociais.
O ponto alto da celebração é a instalação do Painel de Athos Bulcão, composto por 208 azulejos pintados, medindo 3,20 metros de altura por 2,60 metros de largura. A obra, que passa a integrar o acervo fixo do CARDE, representa o modernismo consolidado dos anos 50 e 60, especialmente no diálogo com a arquitetura brasileira. A inauguração oficial acontece ao meio-dia do sábado, 28, com a presença de representantes da Fundação Athos Bulcão.
O museu também amplia seu compromisso com a acessibilidade ao disponibilizar quadros táteis das obras Operário, de Portinari, Paisagem do sítio de Paraty, de Djanira, e uma pintura de Di Cavalcanti de 1950, permitindo que visitantes com deficiência visual explorem as texturas e formas do modernismo.
Em sintonia com o espírito da época, a Romi-Isetta foi escolhida como símbolo automotivo da mostra. Compacta e funcional, ela traduz o ideal de um país que buscava modernidade com inteligência formal e menos excessos.
No CARDE, o modernismo não é memória estática. É movimento contínuo — um convite para revisitar o passado e reconhecer, no presente, os traços de um Brasil que ainda se reinventa.
1922 segue vivo: modernismo, azulejos e história em movimento no CARDE. #ArteBrasileira
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