17º Salão dos Artistas Sem Galeria revela vencedores e encerra edição histórica em SP
Mostra premiou três artistas
Entre paredes brancas e olhares atentos, a Galeria Zipper, nos Jardins, respira os últimos dias da 17ª edição do Salão dos Artistas Sem Galeria. Desde 17 de janeiro em cartaz, a mostra se despede neste sábado, 28 de fevereiro, consolidando mais um capítulo de uma iniciativa que, há quase duas décadas, inaugura o calendário das artes visuais em São Paulo com fôlego renovado.
Neste ano, o Salão recebeu 371 inscrições — um aumento de 22% em relação à edição anterior. Desses, dez artistas foram selecionados por um júri formado pelo produtor e curador independente Alef Bazilio, pelo artista e professor Diogo Santos Bessa e pelo jornalista e crítico Mario Gioia. Entre os escolhidos, três se destacaram e foram premiados.
O primeiro lugar ficou com Mariana Riera (RS), que recebeu R$ 3 mil. Shay Marias (RJ/SP) conquistou o segundo prêmio, no valor de R$ 2 mil, e Isabela Vatavuk (SP) garantiu o terceiro lugar, com R$ 1 mil. Além deles, Pedro Kubitschek (MG) foi contemplado com o Prêmio Estímulo Fora do Eixo, voltado a um artista não selecionado e residente fora do eixo Rio-São Paulo.
Completam a lista de selecionados Bernardo Liu (RJ), Dani Shirozono (MG/SP), Demir (DF), Paulo Valeriano (DF), Rafael Santacosta (SP), Romildo Rocha (MA) e Timóteo Lopes (BA). A diversidade geográfica reafirma o caráter nacional da mostra, que busca dar visibilidade a artistas sem representação formal por galerias na capital paulista.
Idealizado pelo jornalista Celso Fioravante e organizado pelo portal Mapa das Artes, o Salão tornou-se porta de entrada para o circuito comercial e institucional. Desde 2010, já revelou dezenas de nomes que, a partir da vitrine coletiva, ampliaram presença no mercado e em exposições individuais.
Mais do que premiar, o evento documenta e impulsiona produções que, muitas vezes, circulam à margem do sistema tradicional. Ao abrir espaço para artistas independentes, o Salão reafirma sua vocação: tensionar o circuito, revelar talentos e provocar encontros.
À medida que a exposição chega ao fim, permanece a sensação de continuidade. Porque, em São Paulo, o ano das artes começa aqui — e sempre há novos nomes prontos para ocupar o centro da cena.
O ano das artes começa aqui: novos nomes ganham o centro da cena em SP. #ArteContemporanea #ArtesVisuais
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