Em meio a tumulto, CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha
Sessão teve empurra-empurra no Congresso
O plenário que deveria ser palco de investigação virou arena de tensão. Na tarde desta quinta-feira (26), a sessão da CPMI do INSS foi marcada por empurra-empurra, gritos e troca de acusações entre parlamentares. No centro do embate, a aprovação da quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O requerimento foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, e aprovado em meio a mais de 80 pedidos analisados na mesma reunião. Lulinha entrou na mira da comissão por suspeita de ligação com um esquema bilionário de fraudes e descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Segundo investigações que já estão em andamento na Polícia Federal, ele teria recebido repasses financeiros de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema.
A aprovação provocou reação imediata no plenário. O clima, que já era tenso, escalou para tumulto físico entre parlamentares, obrigando a suspensão da sessão. Após o episódio, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou que o governo não se opôs à votação dos requerimentos e que a decisão representa “uma vitória dos aposentados” e do avanço das apurações.
Do outro lado, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, cobrou que a comissão amplie o alcance das investigações. Ele defendeu a inclusão de outros nomes citados nas apurações, como Fabiano Zettel e até parlamentares da oposição, argumentando que “quem quer chegar à verdade não faz investigação seletiva”. A deputada Bia Kicis (PL) também defendeu a votação em bloco dos requerimentos e declarou que “a verdade tem que vir à tona”, sem blindagens.
Em declarações anteriores, o presidente Lula afirmou que as denúncias estão sendo tratadas com seriedade e que todos os envolvidos serão investigados, “sem exceções”. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer irregularidade.
O indiciamento não está em pauta neste momento; a quebra de sigilo é uma medida investigativa que permite à comissão aprofundar a análise de movimentações financeiras e fiscais. O material coletado poderá embasar futuras conclusões da CPMI.
Entre discursos inflamados e procedimentos regimentais, a sessão expôs não apenas divergências políticas, mas também a sensibilidade de um caso que mistura investigação criminal e disputa partidária. O relatório final da comissão ainda será apresentado — e, até lá, novos capítulos devem manter o Congresso sob alta voltagem.
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