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Incêndio no Shopping Tijuca: Polícia Civil conclui inquérito e indicia cinco por falhas graves

Investigação aponta erros e negligência

Inquérito sobre o incêndio no Shopping Tijuca aponta falhas graves e indicia cinco pessoas. #Linkezine 🚨

 

O silêncio que ficou depois da fumaça ainda ecoa nos corredores do Shopping Tijuca. Quase dois meses após o incêndio que marcou a Zona Norte do Rio, a 19ª DP (Tijuca) concluiu o inquérito e indiciou cinco pessoas por uma sequência de falhas que, segundo a investigação, foram determinantes para a tragédia ocorrida em 2 de janeiro.

O trabalho reuniu depoimentos de 38 pessoas e uma série de perícias técnicas. O resultado desenha um cenário de gestão deficiente, protocolos mal executados e demora na comunicação com o Corpo de Bombeiros. Dois funcionários do shopping foram indiciados por incêndio doloso qualificado pela morte, lesão corporal culposa, crime de perigo para a vida ou saúde de terceiros e fraude processual. Uma terceira envolvida responderá pelos mesmos crimes, exceto fraude processual. Já dois funcionários da loja onde o fogo começou foram indiciados por incêndio doloso e lesão corporal.

O incêndio resultou na morte da bombeira civil Emellyn Silva Aguiar Menezes e do supervisor de segurança Anderson Aguiar, além de deixar quatro feridos. Para os investigadores, houve uma sucessão de falhas: ausência de alarmes eficazes, evacuação desorganizada, treinamento insuficiente e demora na transmissão de informações precisas sobre o ocorrido.

Os horários registrados reforçam a linha investigativa. O botão de pânico foi acionado às 18h04, mas o chamado aos Bombeiros só aconteceu às 18h27. As equipes chegaram às 18h40. Para a Polícia Civil, o intervalo foi crucial diante da velocidade com que as chamas se espalharam.

O laudo técnico apontou que o fogo teve origem elétrica previsível, em ambiente considerado inadequado sob o ponto de vista técnico. Foram constatadas instalações em desacordo com normas, alta carga de material combustível — inclusive em áreas técnicas —, falhas de compartimentação, atuação insuficiente dos sistemas de combate e ausência de controle eficiente de fumaça. A loja, ainda segundo o relatório, não possuía alvará do Corpo de Bombeiros, e o shopping carecia de sistema de exaustão adequado.

A investigação também identificou indícios de fraude processual: responsáveis teriam permitido acesso a área interditada e a retirada de um item relevante para a perícia.

O inquérito agora segue para o Ministério Público, que avaliará o oferecimento de denúncia. Enquanto isso, o episódio reacende um debate antigo sobre segurança em grandes centros comerciais. Mais do que números e laudos, o caso deixa uma pergunta persistente: quantas falhas cabem em um minuto de atraso?

 

Após perícias e 38 depoimentos, investigação sobre o incêndio no Shopping Tijuca é concluída. #RioDeJaneiro  #SegurancaPublica

 

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