Feyjão leva samba e MPB em tarde intimista na Casa Horto
Show apresenta fases do álbum recente
O domingo no Jardim Botânico promete trilha sonora própria. Entre árvores centenárias e o clima acolhedor da Zona Sul carioca, Feyjão sobe ao palco da Casa Horto neste 8 de março, a partir das 16h, para um encontro que mistura samba, MPB e a pulsação afetiva que marca sua trajetória.
Conhecida por promover apresentações intimistas, a Casa Horto se transforma em extensão da sala de estar do artista — e também do público. A proposta é proximidade: menos barreira, mais troca. Feyjão conduz o espetáculo como quem conta histórias, alinhavando canções que atravessam fases distintas da carreira e refletem sua identidade plural.
O show acontece em um momento emblemático. Recentemente, o cantor, compositor e instrumentista lançou o álbum “Passageiro do Bem”, dividido em Lado A e Lado B. A primeira parte mergulha nas raízes do samba, com participações de nomes como Zeca Pagodinho, Xande de Pilares e Mart’nália, reforçando a conexão com a tradição. Já o segundo lado amplia horizontes ao dialogar com a MPB, o pop brasileiro e ritmos regionais, sem perder a essência construída ao longo dos anos.
No palco, essa dualidade ganha forma. O repertório equilibra composições autorais e interpretações marcadas por sensibilidade e presença cênica. A cada acorde, o artista costura referências que vão do samba ao R&B, do reggae aos ritmos afro-brasileiros. A espiritualidade e a vivência periférica — traços de quem nasceu em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio — aparecem como fios condutores de uma narrativa musical que transita entre introspecção e celebração.
Mais do que um show, a apresentação se desenha como experiência sensorial. O ambiente ao ar livre, o entardecer carioca e a proposta de permanência até as 22h convidam o público a desacelerar e se deixar atravessar pela música. É encontro de gerações, de estilos e de histórias.
Com ingressos a partir de R$ 75, o evento integra a programação cultural da Casa Horto, localizada na Rua Pacheco Leão, 696. Em meio ao verde e ao som que ecoa suave, Feyjão reafirma sua capacidade de dialogar com diferentes públicos — e de transformar cada palco em território de afeto.
No fim da tarde, quando as luzes se acendem e o coro da plateia acompanha os refrões, fica a sensação de que a música segue além do último acorde. Como um passageiro do bem, ela permanece.
Domingo é dia de samba, MPB e pôr do sol no Jardim Botânico. 🎵🌿 #SambaCarioca
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