Último acusado de estupro coletivo em Copacabana se entrega e caso avança na Justiça
Quatro réus já estão sob custódia
O caso que chocou o Rio de Janeiro no início do ano ganhou um novo desdobramento nesta semana. O quarto e último acusado de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense, se apresentou à polícia e agora todos os investigados estão sob custódia da Justiça.
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, era o único foragido do grupo. Ele se entregou nesta terça-feira (3) na delegacia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Após o registro da ocorrência, foi encaminhado para o Centro de Custódia de Benfica, unidade do sistema penitenciário do Rio.
Horas antes, outro acusado também havia decidido se apresentar. Vitor Hugo Oliveira Simonin, igualmente de 18 anos, compareceu à 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, acompanhado por seu advogado. Ele foi o terceiro envolvido a se entregar às autoridades.
Os dois se juntam a Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, que já haviam se apresentado à polícia no dia anterior. Com a apresentação do último suspeito, os quatro jovens agora são considerados réus no processo que investiga o crime.
A defesa dos acusados tentou suspender as prisões por meio de um pedido de habeas corpus. No entanto, a solicitação foi negada pelo desembargador responsável pelo caso, mantendo a decisão judicial de prisão preventiva.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, dentro de um apartamento localizado em Copacabana, pertencente a um familiar de um dos envolvidos. A denúncia aponta que a adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo no local.
Caso sejam condenados, os réus poderão cumprir penas que podem chegar a 20 anos de reclusão, conforme previsto na legislação brasileira para esse tipo de crime.
O episódio também teve repercussão fora do âmbito criminal. Um desdobramento administrativo levou à exoneração do subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro. Ele é pai de um dos acusados.
Enquanto o processo segue na Justiça, uma nova denúncia amplia a dimensão do caso. Uma segunda jovem procurou a polícia e afirmou ter sido vítima de ao menos três dos envolvidos. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido há cerca de três anos, quando ela tinha apenas 14 anos.
De acordo com a vítima, a dinâmica do crime teria sido semelhante à relatada no caso mais recente. A polícia investiga a denúncia para verificar as circunstâncias e possíveis conexões.
Com todos os acusados presos, o foco das autoridades passa agora para a continuidade das investigações e para o andamento do processo judicial, que deverá esclarecer os fatos e definir as responsabilidades no caso que mobilizou a opinião pública.
Caso que chocou o Rio ganha novo capítulo com todos os acusados sob custódia. #Justiça
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