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“Ações, não palavras”: campanha cobra respostas concretas contra feminicídio

Movimento pressiona por medidas reais de proteção

Campanha “Ações, não palavras” pressiona autoridades por medidas reais contra o feminicídio no Brasil. Movimento cobra leis, decisões e proteção efetiva. #Linkezine ✊

O calendário marca 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Enquanto flores e homenagens ocupam vitrines e discursos oficiais, um movimento nacional decide mudar o tom da conversa. Em vez de celebrações simbólicas, a mensagem é direta: é hora de agir.

Diante de um cenário alarmante de violência de gênero no país, o Levante Mulheres Vivas lança a campanha “Ações, não palavras”, uma mobilização que pretende pressionar instituições brasileiras a transformar compromissos públicos em medidas concretas de proteção às mulheres.

Os números ajudam a explicar a urgência. Em 2025, o Brasil registrou mais de 1.400 vítimas de feminicídio, segundo dados preliminares do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), ligado ao Ministério da Justiça. Na prática, isso representa quase quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero. Nos primeiros meses de 2026, os registros seguem em ritmo semelhante, reforçando o alerta de organizações da sociedade civil.

A campanha reconhece avanços recentes, como o Pacto contra o Feminicídio, firmado pelos Três Poderes. No entanto, para o movimento, o acordo ainda precisa sair do campo das promessas e se transformar em ações efetivas.

“Saudar o pacto é importante, mas ele precisa se traduzir em medidas concretas, especialmente no Legislativo e no Judiciário. Não podemos mais aceitar compromissos que não resultem em proteção real e imediata”, afirma Rachel Ripani, co-criadora do Levante Mulheres Vivas.

Segundo o coletivo, o Poder Executivo tem apresentado iniciativas mais visíveis na pauta de enfrentamento à violência de gênero. Já no Legislativo e no Judiciário, ainda existem demandas urgentes — entre elas, a criminalização da misoginia, apontada pelo movimento como uma das medidas estruturais necessárias para combater a violência contra mulheres no país.

O ano eleitoral também aparece como pano de fundo da mobilização. Para o Levante, o momento exige atenção da sociedade civil sobre propostas e compromissos de candidatos e autoridades.

“A sociedade precisa observar, registrar e cobrar. O voto não pode ser dado a quem oferece apenas discursos. As mulheres brasileiras querem garantias de vida, dignidade e segurança”, reforça Ripani.

Como parte da estratégia, o movimento pretende atuar como um observatório independente, monitorando projetos de lei, decisões judiciais e políticas públicas voltadas à proteção feminina. A mobilização também deve ganhar força nas redes sociais por meio da hashtag #açõesnãopalavras, incentivando a participação popular.

O slogan da campanha não é novo. Ele ecoa uma frase histórica do movimento sufragista britânico: “Deeds, not words” — “Ações, não palavras”. Criado no início do século XX por ativistas lideradas por Emmeline Pankhurst, o lema nasceu após sucessivas promessas políticas frustradas sobre o direito ao voto feminino.

Mais de um século depois, a frase retorna com outro objetivo: lembrar que, quando se trata de proteger vidas, compromissos precisam sair do papel.

 

 

Mais que homenagens: o Dia da Mulher também vira chamado por justiça.
A campanha “Ações, não palavras” cobra respostas reais contra o feminicídio no Brasil. #ChegaDeViolência #DireitosDasMulheres

 

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Sobre josuejr54 (4385 artigos)
Josué Bittencourt, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

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