Paço Imperial celebra 40 anos com exposição que reúne gerações da arte brasileira
Mostra ocupa 12 salões com 160 obras
No coração histórico do Rio de Janeiro, entre passos apressados na Praça XV e a brisa que atravessa o centro antigo, o Paço Imperial prepara uma celebração à altura de sua própria história. No dia 28 de março de 2026, o espaço inaugura a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, uma mostra que transforma o edifício em um grande mapa de encontros entre artistas, épocas e linguagens.
Ao longo de quatro décadas, o centro cultural se consolidou como um dos polos mais importantes das artes visuais brasileiras. Agora, para celebrar esse percurso, a exposição reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, distribuídas por 12 salões e dois pátios internos. O projeto é assinado pelos curadores Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, em parceria com a equipe da instituição.
O título da mostra sugere uma imagem poética: uma constelação formada por nomes que, embora distantes em estilos, gerações e trajetórias, se conectam pela força da arte. Entre os artistas presentes estão Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Maxwell Alexandre, Roberto Burle Marx e Tunga, além de muitos outros criadores que ajudaram a construir a identidade cultural do espaço.
Segundo os curadores, a exposição propõe um diálogo aberto entre diferentes expressões artísticas — da arte contemporânea à arte popular, passando por arquitetura, design e paisagismo. “Se uma constelação reúne estrelas distantes que formam uma imagem reconhecível, aqui as obras de diferentes gerações reforçam suas singularidades enquanto dialogam entre si”, explicam.
Para compor a mostra, a equipe realizou quase um ano de pesquisa, revisitando a história do Paço Imperial e mapeando artistas que marcaram sua trajetória. O resultado mistura obras icônicas, trabalhos inéditos e criações especialmente desenvolvidas para a exposição.
Entre os destaques está a recriação de um jardim concebido por Roberto Burle Marx, originalmente apresentado em 2008, durante as celebrações do centenário do paisagista. A instalação retorna ao pátio principal, em diálogo com obras de Elizabeth Jobim.
Outro ponto de interesse é a instalação inédita “Agrupamento”, de José Damasceno, construída a partir de objetos garimpados na tradicional feira da Praça XV, em frente ao Paço. A exposição também traz novas criações de Marcelo Monteiro e Regina de Paula.
Como complemento, uma sala especial exibirá 15 vídeos históricos produzidos pela Rio Arte nas décadas de 1980 e 1990, com registros de artistas como Lygia Clark, Anna Maria Maiolino e Tunga. Mais do que simples documentários, as gravações são tratadas como obras artísticas.
Aberta até 7 de junho de 2026, com entrada gratuita, a exposição também contará com seminários, oficinas e atividades educativas. Uma forma de lembrar que, no Paço Imperial, passado e presente continuam conversando — como estrelas que insistem em brilhar juntas no mesmo céu cultural.
Serviço: “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”
Abertura: 28 de março de 2026, às 14h
Exposição: até 7 de junho de 2026
Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [pátios, 1º e 2° pavimentos]
Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.
Entrada gratuita
Curadoria: Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e equipe do Paço Imperial
Produção: AREA27
Quatro décadas de arte, encontros e histórias. ✨
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