Café da Bienal de Arquitetura 2026 terá projeto de André Henning
Espaço propõe encontros dentro da exposição
Entre pavilhões, instalações e debates, há sempre um lugar onde a conversa desacelera e a experiência se reorganiza: o café. Na Bienal de Arquitetura Brasileira 2026, que acontece de 25 de março a 30 de abril no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, esse espaço de pausa também será um gesto arquitetônico.
O responsável por transformar o café em parte da narrativa do evento é o arquiteto curitibano André Henning, fundador do AH Studio. Convidado para desenvolver o projeto do espaço, ele propõe um ambiente que vai além da função gastronômica e se integra ao percurso expositivo da Bienal.
A primeira edição da BAB nasce com o tema “A arquitetura está em tudo”, uma provocação que busca aproximar a disciplina do cotidiano das pessoas. Idealizada pela plataforma Archa, a Bienal surge como uma iniciativa independente e sem fins lucrativos, com a ambição de reposicionar a arquitetura no imaginário cultural brasileiro.
Nesse cenário, o café assume um papel simbólico: tornar visível a arquitetura dos momentos informais.
“O café é um lugar onde as pessoas se encontram sem roteiro”, explica Henning. “A proposta foi criar um ambiente que acolha essas pausas e conversas espontâneas, entendendo a arquitetura como algo que acontece no uso e na experiência.”
Mais do que um ponto de descanso entre exposições, o espaço será pensado como área de convivência ativa, onde visitantes podem circular, observar e trocar ideias. A intenção é que o projeto dialogue com o espírito da Bienal, que reúne pavilhões inspirados nos biomas brasileiros, projetos selecionados por concursos públicos e diferentes experiências sensoriais ao longo da visita.
A escolha de Henning reflete uma trajetória marcada pela chamada arquitetura de negócios, área em que o profissional desenvolve projetos voltados à experiência do usuário em espaços de convivência e gastronomia.
Entre seus trabalhos mais conhecidos está a participação na Rua da Música, no Parque Jaime Lerner, em Curitiba. No local, o arquiteto assinou a ambientação de cinco casas gastronômicas que conectam dois ícones culturais da cidade — a Ópera de Arame e a Pedreira Paulo Leminski. Cada espaço foi inspirado em ritmos musicais diferentes, traduzidos em materiais, iluminação e cenografia.
Com mais de 600 projetos realizados pelo Brasil, Henning também acumula experiências em bares, restaurantes, casas de espetáculo e cafeterias. Entre os nomes que passaram por seu estúdio estão locais como Mustang Sally, Canabenta, Ernesto, Nanica e Go Coffee, além de espaços de entretenimento e música ao vivo.
Na Bienal, sua proposta reforça uma ideia simples — e poderosa: arquitetura não se limita a edifícios monumentais ou exposições formais. Ela também se revela nas pausas, nos encontros e na forma como as pessoas ocupam um espaço para conversar.
E talvez seja justamente ali, entre uma xícara de café e outra, que a arquitetura se torne mais próxima do cotidiano.
Na Bienal de Arquitetura 2026, até o café vira arquitetura: André Henning assina o espaço de encontro do evento. #Arquitetura #DesignBrasileiro 🏛️
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