Curitiba recebe jovens talentos da bocha paralímpica em campeonato nacional
Competição reúne atletas de todo o país
No silêncio concentrado das quadras, onde cada movimento exige precisão milimétrica, a bocha paralímpica revela histórias que vão além da disputa. Em Curitiba, essas narrativas ganham palco entre os dias 27 e 31 de março, durante o 5º Campeonato Brasileiro de Jovens da modalidade, reunindo atletas que carregam, junto com as bolas coloridas, trajetórias de superação e futuro.
Realizado pelo Sesc PR em parceria com a Associação Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE), o torneio integra o calendário da Paracopa Sesc, iniciativa voltada ao incentivo do esporte para pessoas com deficiência. Mais do que uma competição, o evento se firma como espaço de formação, visibilidade e descoberta de novos talentos no cenário paralímpico brasileiro.
Neste ano, a disputa ganha dimensão nacional. São 67 atletas, representantes de 33 clubes, vindos de 15 estados e do Distrito Federal. Do Norte ao Sul do país, a diversidade de origens reforça o alcance da modalidade e a consolidação de uma rede esportiva cada vez mais estruturada.
Entre os competidores, nomes que já despontam como promessas. Atletas como Samuel da Silva e Arthur de Oliveira, da categoria BC1 e integrantes da Seleção Brasileira de Jovens 2025, chegam como destaques. Também marcam presença Hiudy Barros e Caio Martins, que já vestiram a camisa da seleção em ciclos anteriores. A competição, nesse sentido, funciona como vitrine e também como etapa de amadurecimento técnico.
O Sesc Portão, que volta a sediar o campeonato, se transforma em ponto de encontro entre esporte e inclusão. A abertura oficial está marcada para o dia 27, às 10h, dando início a uma sequência de partidas que se estendem até o fim do mês. As disputas acontecem diariamente, com finais previstas para o dia 31, quando os melhores colocados sobem ao pódio.
Com entrada gratuita e classificação livre, o evento convida o público a acompanhar de perto uma modalidade que exige estratégia, controle e sensibilidade. A cada lançamento, o jogo se desenha lentamente, revelando não apenas habilidade, mas também resiliência.
Ao final, mais do que medalhas, o campeonato deixa um legado silencioso, porém potente: o de ampliar espaços, fortalecer trajetórias e reafirmar o esporte como ferramenta de transformação. Em Curitiba, a bocha paralímpica não é apenas competição — é também horizonte.
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