Julgamento do caso Henry é adiado e reacende dor da família
Manobra jurídica gera revolta e interrompe sessão
Julgamento do caso Henry é adiado e reacende dor da família
Manobra jurídica gera revolta e interrompe sessão
O tempo passou, mas a ferida permanece aberta. Cinco anos após a morte do menino Henry Borel, o que deveria ser mais um passo rumo à justiça terminou em frustração e revolta no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira (23), o julgamento do caso foi adiado após uma manobra da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, acusado de homicídio, interrompendo a sessão antes mesmo de seu avanço.
No plenário, o clima rapidamente deixou de ser apenas jurídico para se tornar emocional. Advogados deixaram o espaço em protesto, inviabilizando a continuidade do julgamento. Do lado de fora, familiares, especialmente o pai de Henry, o vereador Leniel Borel, expressaram indignação diante do desfecho inesperado.
“É como se tivessem matado meu filho novamente”, declarou Leniel, visivelmente abalado. Para ele, o adiamento representa mais do que um atraso processual: é um desrespeito à memória da criança e à luta da família por justiça. Suas palavras ecoaram entre apoiadores e reacenderam o debate público sobre os limites das estratégias jurídicas em casos de grande comoção.
A defesa de Jairinho justificou a decisão alegando falta de acesso integral a provas, argumento que já havia sido rejeitado pela Justiça. Em nota, os advogados afirmaram que o exercício da defesa no Tribunal do Júri deve ser pleno e responsável, indicando que não concordariam com a realização do julgamento nas condições apresentadas.
O impacto da interrupção foi além do esperado. A decisão acabou beneficiando também a professora Monique Medeiros, mãe de Henry, que responde ao processo. A juíza responsável pelo caso entendeu que ela não teve responsabilidade pelo adiamento e determinou sua soltura, apontando excesso de prazo como fator de “constrangimento ilegal”.
O episódio levanta questionamentos sobre a morosidade do sistema judicial e os efeitos emocionais prolongados para famílias que aguardam por respostas. Em casos como o de Henry, o tempo não dilui a dor — apenas a reorganiza em novas camadas de expectativa e frustração.
Enquanto uma nova data para o julgamento não é definida, o caso segue suspenso entre recursos, argumentos e impasses. Do lado de fora dos autos, permanece a cobrança por justiça e a lembrança de uma história que o país ainda não conseguiu encerrar.
Quando a justiça atrasa, a dor insiste em permanecer. #JustiçaPorHenry #BrasilNoticias
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0


Deixe um comentário