Estação das Artes celebra quatro anos com festa que ocupa memória e presente
Programação une shows, exposições e cultura viva
Estação das Artes celebra quatro anos com festa que ocupa memória e presente
Programação une shows, exposições e cultura viva
No coração de Fortaleza, onde trilhos antigos ainda contam histórias, a Estação das Artes completa quatro anos reafirmando seu papel como ponto de encontro entre passado e futuro. Entre os dias 26 e 29 de março, o espaço cultural se transforma em um território expandido de experiências, reunindo música, exposições e encontros que dialogam com a identidade da cidade.
A celebração chega em um momento simbólico: os 300 anos de Fortaleza e os 60 anos da Secretaria da Cultura do Ceará. Não é apenas uma coincidência de datas, mas um alinhamento de histórias que se cruzam. Desde sua inauguração, em 2022, mais de meio milhão de pessoas já passaram pelo local, que acumula mais de mil atividades culturais gratuitas — um fluxo constante de arte e convivência.
A programação começa com a abertura da exposição “Estação das memórias: um encontro pelos trilhos”, que mergulha nas vivências das comunidades do Moura Brasil e Poço da Draga. Fotografias, objetos e relatos orais constroem um percurso sensível sobre pertencimento, resistência e memória coletiva, resgatando o papel da ferrovia como elo entre territórios e pessoas.
Na música, o palco da Estação se abre para diferentes sonoridades. Na sexta (27), Makem apresenta releituras e composições autorais, seguida por Zé Ibarra, que mistura MPB, jazz e experimentações contemporâneas. No sábado (28), Mumutante traz um espetáculo que cruza música e linguagem cênica, enquanto Rachel Reis encerra a noite com sua “Divina Tour”, marcada por uma fusão de ritmos brasileiros.
O domingo (29) muda o compasso e convida à dança. O Baile Groovado ocupa o espaço com uma curadoria que atravessa R&B, soul e hip-hop, celebrando a cultura negra em sua dimensão coletiva. Na sequência, o Fat Family assume o palco com um repertório que revisita sucessos e reafirma sua conexão com o groove, transformando o encerramento em um convite ao movimento.
Além da programação musical, o projeto “Só Ria”, do fotógrafo Igor Barbosa, integra a celebração ao transformar rostos cotidianos em arte. As imagens, que já circularam por cidades como Paris e Nova York, agora retornam ao Ceará para destacar quem constrói, diariamente, a cena cultural local.
Com entrada solidária — mediante doação de alimento — e acessibilidade garantida, a festa amplia seu alcance e reforça o compromisso com inclusão e cidadania. Ao completar quatro anos, a Estação das Artes não apenas comemora: ela reafirma seu lugar como espaço vivo, onde memória e criação seguem em movimento.
Quatro anos de arte, encontros e histórias que continuam nos trilhos 🎶 #Fortaleza
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