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Bienal de Arquitetura Brasileira reinventa o olhar sobre o morar no país

Evento transforma biomas em experiências sensoriais

A BAB transforma arquitetura em experiência viva e acessível. Um convite para repensar o morar no Brasil. #Linkezine 🏡

Bienal de Arquitetura Brasileira reinventa o olhar sobre o morar no país

Evento transforma biomas em experiências sensoriais

O Parque Ibirapuera, em São Paulo, ganha novos contornos a partir de 25 de março. Não apenas pela ocupação física do espaço, mas pela maneira como ele passa a ser percebido. A primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) propõe uma travessia: sair do concreto cotidiano para enxergar a arquitetura como linguagem viva, próxima e pulsante.

Espalhada por 20 mil metros quadrados no Pavilhão das Culturas Brasileiras, a mostra abandona fronteiras políticas e reorganiza o Brasil a partir de seus biomas. A escolha não é apenas estética — é narrativa. Cada pavilhão traduz modos de habitar, memórias e relações afetivas com o território, criando um percurso que mistura arte, design e experiência sensorial.

Entre os destaques, a presença da Lepri Revestimentos Naturais se desdobra em nove espaços e em uma peça que sintetiza o espírito da Bienal: o Cobogó BAB. Desenvolvido em argila natural, o elemento ressignifica um dos ícones da arquitetura brasileira, equilibrando função e identidade. Ao mesmo tempo em que filtra luz e ventilação, o cobogó se transforma em símbolo — uma espécie de assinatura material do morar brasileiro.

A proposta dialoga diretamente com o conceito da BAB: tornar a arquitetura mais acessível e cotidiana. Nos pavilhões, essa ideia ganha forma em projetos que transitam entre tradição e contemporaneidade. No Maranhão, por exemplo, o barro e as matracas do Bumba Meu Boi criam uma atmosfera de ancestralidade viva. No Ceará, o mar guia uma instalação que convida o visitante a percorrer uma casa como quem percorre memórias. Já em Minas Gerais, a poesia de Adélia Prado inspira um espaço onde o simples se revela extraordinário.

A experiência se expande também para o sensorial. No restaurante Biomas, texturas, cores e sabores traduzem ecossistemas brasileiros em ambientes imersivos. Em Santa Catarina, um cubo revestido por azulejos com fauna da Mata Atlântica rompe estereótipos e amplia narrativas regionais.

Mais do que uma exposição, a Bienal se posiciona como plataforma cultural. A proposta é clara: aproximar o público da arquitetura, não como algo distante ou técnico, mas como parte essencial da vida. Ao final do percurso, fica a sensação de que habitar vai além de ocupar espaços — é também interpretar, sentir e pertencer.

E talvez seja justamente aí que a BAB encontra sua força: ao transformar o olhar, ela redesenha o próprio significado de estar no mundo.

 

 

Arquitetura que se sente, se vive e se atravessa. A BAB chegou para mudar o jeito de olhar os espaços.  #ArquiteturaBrasileira #DesignNacional

 

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