Entre máscaras e aplausos: ‘Victor ou Victoria’ retorna ao palco com nova leitura no Rio
Entre máscaras e aplausos: ‘Victor ou Victoria’ retorna ao palco com nova leitura no Rio
Musical estreia em junho no Teatro Claro Mais RJ
Há histórias que atravessam o tempo como quem troca de figurino, mas nunca perde a essência. É o caso de Victor ou Victoria, clássico que retorna aos palcos brasileiros em 2026 com uma nova montagem no Teatro Claro Mais RJ, no Rio de Janeiro. A estreia está marcada para o dia 4 de junho, prometendo reacender o brilho de uma narrativa que mistura humor, identidade e provocação em doses precisas.
Ambientada na Paris dos anos 1930, a trama acompanha Victoria Grant, uma cantora talentosa que enfrenta o desemprego e a invisibilidade artística. Em meio à necessidade de sobreviver, surge uma ideia improvável: assumir uma identidade masculina. Assim nasce Victor, um personagem que, ironicamente, se apresenta como mulher nos palcos e conquista o público com sua performance singular. O jogo de aparências, que começa como estratégia, se transforma em uma engrenagem de situações cômicas e reflexões profundas.
A nova versão brasileira carrega a assinatura de Charles Möeller e Claudio Botelho, dupla consagrada no teatro musical nacional. Conhecidos por sucessos como Mamma Mia! e A Noviça Rebelde, os diretores apostam em uma releitura atualizada, mantendo a essência da obra enquanto dialogam com discussões contemporâneas sobre gênero, liberdade e preconceito.
No elenco, nomes conhecidos reforçam a expectativa. Miguel Falabella, Maria Clara Gueiros, Junno Andrade e Alessandra Verney — responsável por dar vida à protagonista — compõem a equipe artística. A produção também reúne colaboradores frequentes da dupla, como o maestro Marcelo Castro, responsável pela direção musical, e Tina Salles na coordenação artística.
A história de Victor ou Victoria tem raízes no cinema. Lançado em 1982, o filme dirigido por Blake Edwards recebeu sete indicações ao Oscar e conquistou o público ao redor do mundo. Anos depois, a adaptação para o teatro consolidou o sucesso, incluindo uma longa temporada na Broadway. No Brasil, a primeira montagem estreou em 2001, com Marília Pêra no papel principal, marcando época.
Agora, mais de duas décadas depois, o musical retorna com fôlego renovado. Em cena, o riso continua sendo porta de entrada, mas é nas entrelinhas que a obra encontra sua força. Em tempos de debates intensos sobre identidade e representatividade, Victor ou Victoria se reafirma como um espetáculo atual, capaz de provocar, emocionar e, sobretudo, convidar o público a olhar além das aparências.
Ao final, fica a sensação de que algumas histórias não apenas resistem ao tempo — elas se reinventam com ele.
Entre identidade e espetáculo, um clássico que nunca sai de cena. 🎭✨ #TeatroMusical
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