Sepultura se despede com emoção e poesia em “Beyond the Dream”
Faixa inédita marca capítulo final da banda
Sepultura se despede com emoção e poesia em “Beyond the Dream”
Faixa inédita marca capítulo final da banda
Há músicas que encerram ciclos. Outras, abrem portais. “Beyond the Dream”, novo lançamento do Sepultura, parece fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Em tom contemplativo, a faixa surge como um dos momentos mais sensíveis do capítulo final de uma das bandas mais emblemáticas do metal brasileiro — e mundial.
Depois de décadas de estrada, palcos intensos e uma discografia que atravessou gerações, o Sepultura escolhe desacelerar para se despedir. E faz isso com uma balada — formato até então pouco explorado pelo grupo, mas que aqui ganha contornos precisos e carregados de significado.
A canção nasceu de um desejo antigo: traduzir em melodia a densidade emocional acumulada ao longo dos anos. Para isso, a banda convidou dois nomes que dominam a arte de transformar sentimentos em música — Sérgio Britto e Tony Bellotto, dos Titãs. A parceria, mais do que estratégica, é simbólica. Une artistas que compartilham não apenas o palco, mas também uma história construída na resistência criativa da música brasileira.
O resultado é uma composição que equilibra peso e delicadeza, memória e despedida. “Beyond the Dream” não abandona a identidade do Sepultura, mas revela uma nova camada — mais introspectiva, quase confessional. A letra percorre lembranças de turnês, discos e vivências, enquanto a sonoridade convida o ouvinte a um mergulho mais íntimo.
Segundo Andreas Kisser, guitarrista da banda, a faixa representa exatamente esse momento de transição. É uma espécie de carta aberta, escrita a muitas mãos, que traduz o fim de um ciclo com honestidade e sensibilidade. A colaboração com os integrantes dos Titãs reforça essa ideia de encontro — entre estilos, trajetórias e afetos.
Inserida no último EP do grupo, lançado no mesmo ano que marca sua despedida oficial, a música se consolida como um registro histórico. Mais do que uma faixa, é um marco emocional. Um ponto final que, paradoxalmente, ecoa como continuidade.
Porque, no fim das contas, algumas histórias não terminam — apenas mudam de forma. E “Beyond the Dream” soa exatamente assim: como um adeus que permanece.
Uma despedida em forma de música: Sepultura mostra seu lado mais sensível em “Beyond the Dream”. #Sepultura #RockBrasil
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