Psicanálise lança luz sobre sofrimento silencioso de adolescentes hiperconectados
Livro investiga dor emocional entre jovens
Psicanálise lança luz sobre sofrimento silencioso de adolescentes hiperconectados
Livro investiga dor emocional entre jovens
O silêncio dos quartos fechados tem se tornado um dos retratos mais inquietantes da adolescência contemporânea. Em meio a telas iluminadas e conexões constantes, cresce uma sensação difícil de medir, mas cada vez mais presente: a solidão emocional. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforçam esse cenário ao apontar que os casos de autolesão entre jovens de 10 a 24 anos cresceram 29% ao ano no Brasil entre 2011 e 2022. O número revela não apenas uma tendência, mas um alerta que ecoa em famílias, escolas e consultórios.
É nesse contexto que a psicóloga e doutora em Psicanálise Carolina Nassau Ribeiro propõe uma reflexão mais profunda no livro Suicídio na Adolescência: Uma Abordagem Psicanalítica, publicado pela Editora Juruá. A obra parte de uma pergunta central: o que acontece quando um adolescente chega ao limite emocional? Em vez de respostas rápidas, a autora aposta na escuta como ferramenta essencial para compreender e reduzir comportamentos autodestrutivos.
Com base em pesquisa publicada em 2019 no The British Journal of Psychiatry, Carolina defende que a combinação entre tempo e acolhimento pode ser decisiva. Segundo ela, em uma era marcada pela urgência, oferecer espaço para que o jovem seja ouvido com atenção pode abrir caminhos antes invisíveis. A proposta rompe com a lógica de soluções imediatas e reforça a importância de uma presença genuína diante do sofrimento.
A análise apresentada no livro também percorre diferentes referências teóricas. Conceitos de Sigmund Freud e Jacques Lacan dialogam com experiências clínicas e com elementos da cultura pop, como a série 13 Reasons Why, utilizada como espelho de questões frequentemente observadas em escolas e ambientes familiares. O objetivo é aproximar a discussão da realidade vivida por adolescentes e adultos que convivem com esse cenário.
Voltado a profissionais da saúde, educadores e familiares, o trabalho sugere que a escuta atenta pode transformar relações e prevenir situações impulsivas. A autora destaca que compreender o sofrimento não significa apenas identificar sintomas, mas reconhecer histórias, pressões e expectativas que moldam a experiência adolescente.
Em um mundo acelerado, onde respostas rápidas parecem ser a regra, Carolina Nassau Ribeiro propõe um movimento contrário: desacelerar para ouvir. Entre desafios emocionais e novas formas de viver a juventude, a escuta surge como ponte possível. E, nessa travessia silenciosa, cada conversa pode representar o início de um novo caminho. 💬✨
Em tempos de pressa, ouvir pode salvar histórias. Uma reflexão necessária sobre a adolescência de hoje. #SaúdeMentalJovem #AdolescênciaHoje
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0


Deixe uma resposta