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Petrobras eleva querosene de aviação outra vez e combustível já acumula alta de 73% em dois meses

Novo reajuste pressiona companhias aéreas e o setor inteiro

Novo aumento da Petrobras faz combustível da aviação acumular 73% de alta em dois meses e amplia pressão sobre passagens e operações aéreas. #Linkezine ✈️

Petrobras eleva querosene de aviação outra vez e combustível já acumula alta de 73% em dois meses

Novo reajuste pressiona companhias aéreas e o setor inteiro

Voar no Brasil ficou ainda mais caro antes mesmo de o passageiro chegar ao balcão de embarque. A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (1º) um novo reajuste no preço do querosene de aviação (QAV), elevando em média 18% o valor do combustível utilizado por aviões e helicópteros. Na prática, isso representa cerca de R$ 1 a mais por litro em relação ao mês anterior — e faz o acumulado dos últimos dois meses atingir expressivos 73%.

O movimento vem na esteira da alta de 55% aplicada em abril, em um cenário internacional ainda tensionado pela guerra no Irã e pelo encarecimento global do petróleo. Se antes o combustível já era o principal peso no caixa das companhias aéreas, agora a conta ganha contornos ainda mais delicados.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), antes mesmo deste novo aumento, o QAV já respondia por 45% dos custos operacionais do setor. Em outras palavras, quase metade do preço de manter uma aeronave em rota está concentrada justamente no insumo que acaba de disparar novamente.

Diante do impacto, a Petrobras repetirá a estratégia adotada no mês passado: permitirá que distribuidoras parceiras parcelem parte do reajuste em seis vezes, com vencimento inicial apenas em julho. A estatal afirma que a medida busca preservar a demanda e reduzir efeitos bruscos sobre a aviação comercial, sem comprometer o equilíbrio financeiro da companhia.

O gesto ameniza a forma de pagamento, mas não altera a origem da pressão. Desde o fim de fevereiro, quando ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã desencadearam um novo conflito no Oriente Médio, a cadeia internacional do petróleo entrou em instabilidade. O Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% da produção mundial de óleo, passou a sofrer bloqueios e ameaças logísticas, alimentando a escalada.

Com isso, o barril Brent — referência global — saltou de cerca de US$ 70 para perto de US$ 120 em poucas semanas.

A Petrobras, que detém aproximadamente 85% da produção nacional de QAV, sustenta que a fórmula de reajuste adotada no Brasil há mais de duas décadas funciona como amortecedor e impede repasses ainda maiores. Segundo a empresa, mercados internacionais com atualização diária já registram aumentos superiores aos brasileiros.

Ainda assim, a matemática é simples: quando o combustível sobe, toda a malha sente. Companhias recalculam custos, rotas ficam mais pressionadas e a possibilidade de reflexos nas tarifas passa a rondar o consumidor.

O avião continua decolando. Mas cada litro agora pesa mais.

 

Antes da decolagem, a turbulência já começou no tanque.  #Petrobras #PassagensAéreas

 

 

 

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