Dorgival Dantas faz do ‘Raízes Vol. 3’ um tributo feminino à alma permanente do forró
Dorgival Dantas faz do ‘Raízes Vol. 3’ um tributo feminino à alma permanente do forró
Novo volume celebra memória nordestina e vozes de referência
Há músicas que se escutam e há músicas que parecem voltar para casa. O projeto Raízes, idealizado por Dorgival Dantas, pertence a essa segunda categoria: não chega com a urgência da novidade descartável, mas com a serenidade de quem entende que tradição também pulsa no presente. Nesta sexta-feira (1), o cantor e compositor lança Raízes Vol. 3 em todas as plataformas digitais pela ONErpm, ampliando um trabalho que vem se consolidando como um dos registros mais afetivos e simbólicos do forró contemporâneo.
Gravado na Cidade do Forró, em Olho d’Água do Borges, no interior do Rio Grande do Norte, o audiovisual reforça o elo entre música, território e pertencimento. Ali, onde o chão parece guardar sanfonas invisíveis e histórias de festas varando a madrugada, Dorgival constrói um cenário que não busca nostalgia artificial. Ao contrário: reafirma a vitalidade de um gênero que segue atual justamente porque não rompe com sua origem.
Desta vez, o artista escolhe dividir o centro da cena com vozes femininas que ajudaram — e seguem ajudando — a moldar a identidade do forró. Solange Almeida, Taty Girl, Eliane e Joyce Alane emprestam timbres, trajetórias e nuances distintas ao repertório, criando um volume marcado pela força da presença feminina. Entre nomes consagrados e ares de renovação, o projeto desenha uma ponte entre gerações sem perder o sotaque da essência.
Há também um gesto de delicadeza simbólica quando Dorgival interpreta Ave Maria Sertaneja apenas com o acompanhamento da sanfona. Em um álbum cercado por mulheres, a escolha da canção funciona como reverência silenciosa à figura feminina em sua dimensão popular, afetiva e espiritual. É um momento de contenção emotiva dentro de um trabalho que sabe alternar celebração e contemplação.
Mas Raízes Vol. 3 ultrapassa a condição de lançamento musical. Ele se insere em uma construção maior, quase patrimonial. A Cidade do Forró, erguida por Dorgival na Fazenda Tome Xote, tornou-se em maio de 2024 Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte — reconhecimento que transforma o projeto em documento vivo de preservação cultural.
Ao reunir artistas, memórias e território, Dorgival Dantas faz mais do que cantar o forró. Ele reafirma que certas raízes não prendem: sustentam.
Tem lançamento que é hit. E tem lançamento que é herança cultural cantada em sanfona e sentimento. #ForroRaiz #MusicaNordestina
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0


Deixe uma resposta