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Alimentos frescos ganham força e redefinem hábitos à mesa no Brasil

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Alimentos frescos ganham força e redefinem hábitos à mesa no Brasil

Escolhas naturais avançam na rotina do consumidor

Na feira de bairro, no carrinho do supermercado ou no delivery que chega em casa, há um movimento silencioso — e consistente — redesenhando o prato do brasileiro. Em meio à correria cotidiana, cresce o interesse por alimentos frescos, menos processados e mais próximos de sua origem. Não é apenas uma tendência estética de redes sociais, mas uma mudança ancorada em dados, saúde e percepção de bem-estar.

Segundo a pesquisa Global State of Health & Wellness 2025, da NielsenIQ, 74% dos consumidores latino-americanos passaram a priorizar a nutrição saudável, enquanto quase metade demonstra rejeição aos ultraprocessados. O dado revela uma virada cultural: comer deixou de ser apenas conveniência e passou a ser escolha consciente.

Para a especialista em comportamento do consumidor Einat Eisler Carasso, esse movimento tem influência direta das novas gerações. “Há uma busca mais natural por equilíbrio, que começa no estilo de vida e chega ao prato”, observa. Esse retorno ao básico inclui frutas, verduras, ovos, leites e grãos integrais — alimentos que entregam valor nutricional sem excessos químicos.

A ciência reforça esse caminho. A Organização Mundial da Saúde alerta que o baixo consumo de frutas e vegetais está ligado a milhões de mortes anuais. Ainda assim, a ingestão recomendada segue distante da realidade de grande parte da população.

Na prática, os benefícios são amplos: alimentos frescos contribuem para a prevenção de doenças crônicas, fortalecem o sistema imunológico e favorecem o funcionamento intestinal. Também ajudam a manter níveis de energia mais estáveis e colaboram no controle do peso, graças à maior saciedade e menor densidade calórica.

Apesar disso, desafios persistem. Custo e falta de tempo ainda aparecem como obstáculos. Mas especialistas defendem que pequenas mudanças já geram impacto: planejar refeições, priorizar itens da estação e investir no pré-preparo são estratégias viáveis.

A nutricionista Cláudia Márcia Cândido ressalta que não há necessidade de radicalismo. “A consistência vale mais do que a perfeição”, afirma. A ideia é incorporar gradualmente escolhas mais naturais, tornando o hábito sustentável.

No fim, o avanço dos alimentos frescos vai além da saúde individual. Ele aponta para um estilo de vida mais equilibrado, consciente e conectado com o que realmente importa: qualidade, simplicidade e bem-estar duradouro.

 

Mais cor no prato, mais saúde na rotina. O simples virou essencial.   #VidaSaudavel #AlimentacaoConsciente

 

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