Dólar despenca a R$ 4,91 e atinge menor fechamento em quase dois anos e meio
Moeda reage ao alívio externo e aos juros brasileiros
Dólar despenca a R$ 4,91 e atinge menor fechamento em quase dois anos e meio
Moeda reage ao alívio externo e aos juros brasileiros
No mercado financeiro, há dias em que os números falam como termômetro do humor global. Nesta terça-feira, o dólar resolveu dizer muito. A moeda norte-americana encerrou o pregão em queda de 1,12%, cotada a R$ 4,9123 — o menor fechamento desde janeiro de 2024 e um dos recuos mais expressivos do ano frente ao real.
Por trás da aparente frieza das telas, o movimento revela uma combinação de fatores internacionais e domésticos que, juntos, mudaram o vento para os investidores.
Lá fora, o mundo observou um raro respiro no Oriente Médio. Mesmo ainda cercado de instabilidade, o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã trouxe uma percepção de descompressão geopolítica, suficiente para reduzir a corrida por ativos considerados ultra seguros, como o próprio dólar. Quando o medo recua, ainda que parcialmente, o capital costuma buscar destinos mais rentáveis — e o Brasil entrou nessa rota.
O real liderou os ganhos entre moedas emergentes, superando pares como peso mexicano, peso chileno e rand sul-africano. A explicação está no velho conhecido diferencial de juros: com a Selic ainda elevada e sem espaço imediato para cortes agressivos, o país segue atraente para operações de carry trade, em que investidores captam recursos em moedas baratas e aplicam em mercados com retorno superior.
A ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) ajudou a reforçar essa leitura. O documento adotou tom cauteloso diante dos efeitos inflacionários da guerra e indicou que a autoridade monetária deve manter vigilância mais rígida. Em tradução direta para o mercado: juros altos por mais tempo.
Esse cenário estimula a entrada de capital estrangeiro em renda fixa e fortalece a moeda brasileira.
No campo técnico, outro componente ampliou a pressão baixista sobre o dólar: o Banco Central realizou leilão de swap cambial para rolagem de contratos, aumentando a liquidez de moeda no curto prazo e favorecendo a acomodação das cotações.
Somado a isso, o fluxo comercial também pesou. Com o petróleo ainda em patamares elevados, o Brasil amplia sua entrada de divisas via exportações e melhora a oferta de dólares no mercado.
O resultado foi um dia raro: enquanto o mundo ainda calcula os ruídos da guerra, o câmbio brasileiro encontrou um momento de calma.
E, por ora, o real aproveitou o silêncio.
O dólar caiu forte, fechou a R$ 4,91 e reacendeu o radar do mercado: o real voltou a ganhar fôlego. #MercadoFinanceiro #DólarHoje
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