TCESP realiza força-tarefa surpresa em farmácias públicas de São Paulo
Operação fiscaliza medicamentos em 300 cidades
TCESP realiza força-tarefa surpresa em farmácias públicas de São Paulo
Operação fiscaliza medicamentos em 300 cidades
Ainda cedo, antes mesmo do movimento ganhar ritmo nas unidades de saúde, equipes do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já circulavam pelos corredores de farmácias públicas em diferentes regiões paulistas. Às 8h desta quinta-feira (7), começou oficialmente uma operação simultânea de fiscalização que pretende lançar luz sobre um tema sensível para milhões de brasileiros: o acesso seguro e eficiente aos medicamentos distribuídos pelo sistema público.
Sem aviso prévio, cerca de 380 auditores de controle externo foram mobilizados para vistoriar 300 unidades farmacêuticas espalhadas por 300 municípios do Estado. A ação, considerada uma das maiores já coordenadas pelo órgão na área da saúde, alcança quase metade das cidades paulistas e concentra atenção em questões que vão além das prateleiras abastecidas.
O foco da fiscalização inclui desde a presença obrigatória de farmacêuticos durante todo o horário de funcionamento até as condições de armazenamento dos medicamentos. Temperatura adequada, controle de umidade, validade dos produtos e sistemas capazes de evitar desperdícios e retiradas indevidas fazem parte da análise técnica realizada ao longo do dia.
Em meio ao avanço da digitalização dos serviços públicos, outro ponto observado pelos auditores é o cadastramento correto dos usuários nos sistemas oficiais de saúde, incluindo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). A prioridade no atendimento e o cumprimento das normas sanitárias também integram a lista de verificação.
Nesta edição da operação, o Tribunal de Contas conta com apoio técnico do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP). A parceria amplia a avaliação especializada sobre o funcionamento das unidades e reforça a preocupação com a assistência farmacêutica oferecida à população.
Para a presidente do TCESP, Cristiana de Castro Moraes, a farmácia pública deve ser entendida como parte essencial da estrutura de saúde. “A farmácia pública não é apenas um local de entrega de caixas de remédios, mas um equipamento de saúde que exige rigor técnico”, afirmou.
Enquanto fiscais percorrem municípios do interior, litoral e Grande São Paulo, a operação também aposta na transparência em tempo real. Fotos e vídeos das inspeções estão sendo enviados diretamente para uma Central de Comando na capital e disponibilizados em um painel online aberto ao público.
Ao fim do dia, os dados reunidos devem ajudar a mapear falhas, corrigir vulnerabilidades e ampliar o debate sobre a gestão de medicamentos na rede pública paulista — um tema que segue diretamente ligado à qualidade do atendimento oferecido à população.
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