Eduardo Bolsonaro rebate denúncias sobre financiamento de filme político
Deputado nega vínculo financeiro com banqueiro
Eduardo Bolsonaro rebate denúncias sobre financiamento de filme político
Deputado nega vínculo financeiro com banqueiro
Em meio ao ruído constante das redes sociais e ao avanço de investigações que cruzam política, audiovisual e financiamento privado, Eduardo Bolsonaro voltou ao centro do debate público nesta sexta-feira (15). Em vídeo publicado na internet, o deputado federal cassado negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A resposta veio após reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil, posteriormente confirmadas pela TV Globo, apontarem que Vorcaro teria participado do financiamento do longa-metragem. Segundo as publicações, o projeto audiovisual teria movimentado cifras milionárias e incluído negociações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
No vídeo, Eduardo adotou tom direto e classificou as reportagens como uma tentativa de “assassinato de reputação”. O ex-parlamentar afirmou que os primeiros recursos utilizados na produção vieram exclusivamente de patrimônio próprio, obtido por meio de um curso online chamado “Ação Conservadora”.
Segundo ele, cerca de R$ 350 mil foram convertidos em aproximadamente US$ 50 mil para contratar um diretor de Hollywood responsável pelo desenvolvimento inicial do roteiro do filme. Eduardo também declarou que o valor foi enviado diretamente à produtora GoUp Entertainment, sediada na Flórida, negando qualquer participação de fundos de investimento ligados ao banqueiro.
“Eduardo Bolsonaro não é bancado por Daniel Vorcaro e não recebeu um centavo do fundo de investimentos”, afirmou.
Apesar da negativa pública, documentos revelados pelo Intercept indicam que Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias aparecem como produtores-executivos do projeto em contrato firmado em janeiro de 2024. O documento prevê participação dos dois em ações relacionadas à captação de investidores e estratégias de financiamento do longa.
Além da repercussão política, o caso também passou a integrar linhas de investigação que observam possíveis conexões entre os recursos destinados ao filme e despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde reside desde fevereiro do ano passado.
Nesta sexta-feira, outro elemento ampliou a dimensão do caso: o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de uma apuração preliminar sobre possíveis irregularidades envolvendo emendas parlamentares direcionadas a entidades ligadas à GoUp Entertainment e ao Instituto Conhecer Brasil.
O episódio acrescenta mais um capítulo à crescente mistura entre política, influência digital e produções audiovisuais de viés ideológico no Brasil contemporâneo. Enquanto acusações e negativas seguem ocupando espaço nas redes e nos bastidores de Brasília, a investigação deve lançar luz sobre o fluxo de recursos e os limites entre militância política, entretenimento e financiamento privado.
Política, cinema e investigação: o filme “Dark Horse” virou novo foco de disputa pública e judicial. #PolíticaBrasileira #BastidoresDoPoder
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