Flávio Bolsonaro admite mentira sobre Vorcaro e cita cláusula de sigilo
Senador liga relação ao financiamento de filme
Flávio Bolsonaro admite mentira sobre Vorcaro e cita cláusula de sigilo
Senador liga relação ao financiamento de filme
Em meio ao avanço das investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, uma declaração de Flávio Bolsonaro reposicionou o debate político desta semana. Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador admitiu ter mentido ao negar qualquer vínculo com o banqueiro. A justificativa, segundo ele, estaria em um contrato de confidencialidade relacionado ao financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.
A fala rompeu semanas de negativas públicas. Antes, Flávio afirmava que nem ele nem integrantes da família Bolsonaro tinham relação com Vorcaro. Agora, reconhece a omissão. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual?”, declarou durante a entrevista, ao afirmar que o sigilo era exigido para proteger investidores ligados ao projeto audiovisual.
O filme citado pelo senador é “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, os recursos obtidos junto a Vorcaro tinham destinação exclusiva para o longa-metragem e não envolveram repasses políticos ou familiares.
A narrativa apresentada pelo parlamentar mistura bastidores de produção audiovisual, contratos internacionais e tensão política. De acordo com ele, os investidores exigiram confidencialidade por receio de exposição pública. O contrato, afirmou, estaria vinculado a uma estrutura jurídica nos Estados Unidos e sua divulgação dependeria de autorização do fundo responsável e dos demais investidores.
Flávio também revelou que Daniel Vorcaro teria interrompido os aportes financeiros prometidos para o projeto. Ainda assim, afirmou que o filme foi concluído graças à entrada de novos investidores. “O que ele tinha aportado não era suficiente”, disse o senador, acrescentando que buscou alternativas para finalizar a produção após o banqueiro deixar de cumprir o acordo.
Outro ponto abordado na entrevista envolveu mensagens divulgadas recentemente nas quais Flávio chama Vorcaro de “irmão”. O senador minimizou o tom de proximidade e afirmou que a expressão faz parte do vocabulário informal carioca. “É jeito de falar”, comentou.
Questionado sobre manter contato com Vorcaro mesmo durante as investigações contra o empresário, Flávio disse que tentava entender se os pagamentos previstos ao filme continuariam sendo realizados. Segundo ele, o último aporte ocorreu em maio de 2025, já após as primeiras notícias envolvendo o banqueiro.
Entre contratos sigilosos, produções cinematográficas e investigações financeiras, o episódio amplia a pressão sobre o entorno político bolsonarista e adiciona novos capítulos a uma relação que, até pouco tempo atrás, era publicamente negada.
Entre política, cinema e sigilo contratual: a fala de Flávio Bolsonaro mudou o tom da crise envolvendo Vorcaro. #PoliticaBrasil #Bolsonaro
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