Quando o petróleo sobe, o Brasil relembra uma solução que já conhece
Biocombustíveis podem reduzir a dependência externa
Quando o petróleo sobe, o Brasil relembra uma solução que já conhece
Biocombustíveis podem reduzir a dependência externa
Basta uma faísca no Oriente Médio para que o mundo inteiro sinta o impacto no bolso. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da produção global de petróleo e gás, voltou ao centro das atenções após uma nova escalada de tensão envolvendo o Irã. Como em um roteiro conhecido, o preço do barril subiu, os mercados oscilaram e o custo dos combustíveis voltou a preocupar governos e consumidores.
No Brasil, esse movimento desperta uma memória antiga — e estratégica. Em 1979, a Revolução Islâmica no Irã provocou um dos maiores choques do petróleo da história. O episódio expôs a vulnerabilidade energética de diversos países, mas também impulsionou uma resposta brasileira que se tornaria referência mundial. Criado em 1975, o Pró-Álcool transformou a cana-de-açúcar em alternativa energética e colocou o país na vanguarda dos biocombustíveis.
Cinco décadas depois, o cenário internacional volta a oferecer a mesma lição. O Brasil dispõe de um conjunto tecnológico e produtivo raro no mundo: etanol de cana, etanol de milho, biodiesel e uma frota flex que representa a ampla maioria dos veículos leves em circulação. Atualmente, a gasolina comercializada no país já contém 27% de etanol anidro, e máquinas agrícolas movidas integralmente a etanol se tornam cada vez mais presentes no campo.
A experiência brasileira mostra que energia e soberania caminham lado a lado. Outros países também vêm fortalecendo essa estratégia. A Malásia, por exemplo, ampliou a participação de biocombustíveis em sua matriz para reduzir a dependência de derivados importados e aumentar sua segurança energética.
No entanto, o Brasil ainda enfrenta desafios. O país importa aproximadamente 30% do diesel que consome, mantendo uma exposição relevante às oscilações do mercado internacional. Além disso, fatores tributários, regulatórios e de política de preços influenciam diretamente a competitividade do etanol nas bombas.
Mais do que uma alternativa técnica, os biocombustíveis representam uma escolha estratégica já testada ao longo de décadas. Em tempos de instabilidade global, a história sugere que o país possui ferramentas para reduzir sua vulnerabilidade e ampliar seu protagonismo.
Toda crise energética reacende a mesma pergunta. O Brasil, que ajudou a redesenhar o futuro dos combustíveis, talvez só precise voltar a olhar para aquilo que já sabe fazer.
Quando o petróleo balança o mundo, o Brasil já conhece um caminho possível: transformar campo em energia. 🌱⛽ #Biocombustiveis #EnergiaSustentavel
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