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Reconstrução mamária ganha força no SUS e devolve mais do que a forma

Novos investimentos ampliam acesso e reduzem desigualdades

Novos recursos ampliam o acesso à reconstrução mamária no SUS e fortalecem o cuidado integral às mulheres. #Linkezine 💗

Unrecognizable woman doing breast self-exam while standing in front of a mirror.

Reconstrução mamária ganha força no SUS e devolve mais do que a forma

Novos investimentos ampliam acesso e reduzem desigualdades

Depois da cirurgia que remove o câncer, muitas mulheres ainda enfrentam um silêncio difícil de explicar. Não se trata apenas da ausência de uma mama, mas da tentativa de reorganizar a própria imagem diante do espelho, da vida e do futuro. Agora, um novo investimento do governo federal promete tornar esse processo menos solitário e mais acessível.

Parte dos R$ 2,2 bilhões anunciados recentemente para o tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS) será destinada à reconstrução mamária, procedimento garantido por lei e considerado essencial para a recuperação física e emocional de pacientes submetidas à mastectomia.

A medida atende a uma reivindicação histórica da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), que há anos defende a ampliação do acesso à cirurgia reconstrutiva. Atualmente, apenas 20,5% das mulheres atendidas na rede pública conseguem realizar o procedimento com implante de prótese.

Com a atualização da tabela do SUS, o investimento anual em reconstrução mamária passará para R$ 27,4 milhões, um aumento de cerca de 13% em relação a 2025. A expectativa é de que sejam realizados 16.716 procedimentos adicionais por ano.

Os reajustes são expressivos. O valor pago pela plástica mamária reconstrutiva sobe de R$ 315,92 para R$ 3 mil. O expansor mamário tecidual passa de R$ 612 para R$ 2 mil, enquanto a prótese de silicone terá remuneração ampliada de R$ 744 para R$ 1,5 mil.

A ampliação do acesso também se apoia na Lei nº 15.171/2025, que consolidou o direito à reconstrução mamária no SUS em casos oncológicos e em outras condições, como malformações, assimetrias acentuadas e hipertrofia mamária. A legislação ainda prevê a simetrização da mama contralateral, garantindo maior equilíbrio estético e funcional.

Para o presidente da SBM, Guilherme Novita, a medida representa um avanço concreto. Segundo ele, a reconstrução mamária não deve ser vista como um detalhe estético, mas como parte do tratamento integral do câncer de mama, com impactos profundos na autoestima, na sexualidade e na saúde emocional.

Ao ampliar recursos e corrigir distorções históricas, o SUS reafirma um princípio essencial: tratar o câncer é salvar vidas, mas reconstruir também é devolver identidade, dignidade e a possibilidade de seguir em frente.

 

Reconstruir é também recuperar autoestima, identidade e esperança. 💗  #CancerDeMama #SaudeDaMulher

 

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