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Caso Fabíola Marcotti: entre versões, silêncios e suspeitas

Investigação em Campo Grande expõe fragilidade das narrativas

A morte de Fabíola Marcotti expõe silêncios e urgências no enfrentamento à violência de gênero. #Linkezine ⚖️

Caso Fabíola Marcotti: entre versões, silêncios e suspeitas

Investigação em Campo Grande expõe fragilidade das narrativas

Na manhã de 18 de maio, a rotina da Chácara dos Poderes, em Campo Grande, foi interrompida por um disparo. A fisioterapeuta Fabíola Marcotti, 51 anos, foi encontrada morta no quarto do casal. O marido, o médico João Jazbik Neto, 78, acionou o Samu e sustentou a versão de suicídio. Mas, quando a polícia entrou no quarto, a narrativa começou a ruir.

O delegado da 1ª DEAM, Leandro Santiago, declarou ainda nas primeiras horas que a hipótese de feminicídio não estava descartada. O que precipitou a prisão em flagrante do médico foi a descoberta de fraude processual: antes da chegada das autoridades, ele teria solicitado ao caseiro e a um ex-funcionário que retirassem armas da casa principal. Seis armas longas e munições foram apreendidas. O médico foi indiciado por posse irregular e fraude processual.

Em audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, sob suspeita de feminicídio. Dias depois, um habeas corpus garantiu liberdade provisória com tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar. Em menos de uma semana, o investigado passou da prisão preventiva à liberdade monitorada.

A investigação segue em segredo de justiça, mas os elementos já públicos — inconsistências nos depoimentos, incompatibilidade entre ferimento e relato, tentativa de alteração da cena — sustentam a perspectiva de violência de gênero. Fontes próximas à vítima relatam um cotidiano marcado por ciúme e controle, com Fabíola progressivamente afastada de vínculos profissionais e sociais. Esse padrão, descrito pela literatura como controle coercitivo, raramente deixa marcas físicas, mas mina a autonomia até o limite da invisibilidade.

O caso também expõe a construção da narrativa pública. Nas primeiras horas, parte da imprensa reproduziu a versão do suicídio, acionando o prestígio social do médico como amortecedor. Pesquisadoras apontam que esse reflexo — o pedido de cautela, a lembrança do currículo, a suavização dos termos — funciona como proteção simbólica, atrasando o enfrentamento da violência.

Fabíola não é estatística. Sua morte acontece em um país onde, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é morta a cada seis horas por violência doméstica ou feminicídio. Mas ela merece, no mínimo, que as perguntas sejam feitas e que a investigação avance sem molduras protetoras.

 

 

Entre versões e silêncios, o caso Fabíola Marcotti exige respostas e justiça. ✊💔 #JusticaPorFabiola #FimDoFeminicidio

 

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