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O perigo mora na tela: exploração sexual infantil avança no ambiente digital

Especialista alerta para sinais que costumam passar despercebidos

O aliciamento infantil já acontece dentro de casa, por meio de telas e mensagens silenciosas. #Linkezine 🛡️

O perigo mora na tela: exploração sexual infantil avança no ambiente digital

Especialista alerta para sinais que costumam passar despercebidos

No silêncio de um quarto, entre partidas de videogame, mensagens privadas e notificações aparentemente inofensivas, uma conversa pode começar como brincadeira e terminar em violência. O que antes muitos pais associavam aos riscos da rua agora se esconde atrás de avatares, perfis falsos e promessas de amizade feitas pela internet.

Em maio, mês da campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, especialistas reforçam um alerta urgente: o aliciamento infantil migrou para o ambiente digital e, em muitos casos, acontece dentro de casa, diante dos olhos da família, sem deixar marcas imediatas.

Um relatório divulgado pelo UNICEF em parceria com a ECPAT International e a Interpol revela a dimensão do problema. Uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros entre 12 e 17 anos sofreu algum tipo de violência sexual facilitada pela tecnologia em apenas um ano. O número representa cerca de três milhões de vítimas no país.

Redes sociais, aplicativos de mensagens, chats e jogos online, como Roblox, estão entre os principais ambientes utilizados por criminosos para se aproximar das vítimas. O processo, conhecido como grooming, ocorre de forma gradual. O abusador conquista confiança, oferece atenção, escuta e até presentes virtuais, como moedas de jogos, antes de solicitar fotos íntimas, informações pessoais ou encontros presenciais.

Segundo a psiquiatra Danielle Admoni, especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria e supervisora da Unifesp, muitos responsáveis ainda observam apenas o tempo de uso das telas, sem perceber as relações construídas no ambiente digital.

Entre os sinais de alerta estão mudanças bruscas de comportamento, isolamento, uso secreto do celular, ansiedade após mensagens, medo de mostrar conversas, sexualização precoce e contato frequente com desconhecidos.

O silêncio também preocupa. De acordo com o levantamento do UNICEF, 34% das vítimas não relataram o ocorrido a ninguém. As consequências podem incluir ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático e aumento do risco de automutilação e ideação suicida.

A SaferNet Brasil informou que, em 2025, 64% das denúncias recebidas pela entidade estavam relacionadas à exploração sexual infantil online.

Mais do que vigiar, especialistas defendem diálogo contínuo e relações de confiança. Em um mundo onde o perigo pode chegar por mensagem, a proteção começa quando a criança sabe que será ouvida sem medo.

Nem todo perigo está na rua. Às vezes, ele chega por uma notificação. 📱🛡️  #ProtecaoInfantil #SegurancaDigital

 

 

 

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