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Rodovias que não perdoam: alerta da CNT

Estudo mostra fragilidade nas vias públicas

O estudo da CNT expõe desigualdades na segurança viária e reforça a urgência de investimentos. #Linkezine 🚧

Rodovias que não perdoam: alerta da CNT

Estudo mostra fragilidade nas vias públicas

O Brasil segue rodando sobre estradas que, muitas vezes, não oferecem perdão. A terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada nesta quarta-feira (3), revela que metade das rodovias públicas avaliadas apresenta baixo Índice de Perdão — conceito que mede a capacidade da infraestrutura de reduzir a gravidade dos acidentes. O dado expõe uma realidade dura: enquanto as concessões avançam em segurança, as vias sob gestão pública permanecem vulneráveis.

O estudo, atualizado com dados de 2025, mostra que 42.052 km de rodovias públicas foram classificados com Baixo Índice de Perdão. Apenas 4,8% desses trechos alcançaram a faixa de Alto Perdão. Já nas rodovias concedidas, o cenário se inverte: 62% da malha analisada apresenta Alto Índice de Perdão, contra apenas 2,4% em Baixo Perdão. A diferença escancara a desigualdade entre modelos de gestão e reforça a necessidade de investimentos consistentes em infraestrutura viária.

O conceito das chamadas “rodovias que perdoam” nasceu de práticas internacionais e foi adaptado pela CNT para medir elementos como defensas, barreiras, acostamentos, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto. São dispositivos que, em caso de acidente, podem significar a diferença entre um susto e uma tragédia. No Brasil, a pesquisa abrangeu 114 mil km de malha rodoviária, cruzando dados da Polícia Rodoviária Federal e do DNIT.

A análise territorial reforça o contraste regional: enquanto Sudeste e Sul concentram trechos com Alto Índice de Perdão, Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem marcados por corredores de Médio e Baixo Perdão, inclusive em rotas estratégicas para transporte de cargas e passageiros. “Os avanços ainda são desiguais, reforçando a necessidade de ampliar investimentos em segurança viária, especialmente nas rodovias sob gestão pública”, destacou Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT.

O painel, interativo e de fácil navegação, permite consultas por região, jurisdição e tipo de gestão, oferecendo ao público uma radiografia precisa da malha rodoviária nacional. Mais do que números, o estudo traz à tona uma crônica cotidiana: motoristas que seguem viagem em estradas que, diante de imprevistos, podem não oferecer a chance de perdão.

 

Rodovias que não perdoam: estudo da CNT mostra fragilidade na segurança das estradas públicas. #SegurancaViaria #InfraestruturaBrasileira

 

 

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