Olhar de Cinema abre cortinas com estreia de “Yellow Cake” na Ópera de Arame
Festival internacional reúne público e celebra cinema em Curitiba
Olhar de Cinema abre cortinas com estreia de “Yellow Cake” na Ópera de Arame
Festival internacional reúne público e celebra cinema em Curitiba
Curitiba transformou sua arquitetura em tela. A Ópera de Arame, um dos símbolos da cidade, recebeu mais de 1.500 pessoas para a abertura da 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que segue até 13 de junho. O espaço, habitualmente palco de música e teatro, tornou-se uma grande sala de cinema para a estreia nacional de “Yellow Cake”, longa de Tiago Melo estrelado por Tânia Maria e Rejane Faria.
O filme, que mistura ficção científica e crítica social, narra as consequências de um experimento estrangeiro que tenta erradicar o mosquito Aedes aegypti com urânio. Quando tudo dá errado, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre. A trama, carregada de tensão e metáforas, abriu o festival com a força de um alerta sobre ciência, poder e responsabilidade.
A programação do Olhar de Cinema espalha-se por espaços culturais da capital paranaense, como o Museu Oscar Niemeyer, Cine Passeio, Cinemateca e Teatro da Vila. São mais de 80 filmes, entre curtas e longas, divididos em mostras competitivas e especiais. O público pode transitar entre produções brasileiras e internacionais, clássicos revisitados e estreias ousadas que apontam novos caminhos para o cinema contemporâneo.
Os ingressos, com preços acessíveis entre R$8 e R$18, reforçam a proposta de democratizar o acesso. Há também sessões gratuitas em diferentes locais, ampliando o alcance do festival. Mais do que exibições, o evento é encontro: cineastas, atrizes e espectadores compartilham experiências, debates e olhares sobre o mundo.
Realizado com apoio da Lei Rouanet e patrocínios de empresas e instituições culturais, o Olhar de Cinema reafirma Curitiba como capital do cinema independente no Brasil. A cada edição, o festival se consolida como espaço de diversidade estética e narrativa, onde o cinema é visto não apenas como arte, mas como forma de diálogo social.
Ao final da noite de abertura, ficou a sensação de que o festival não apenas exibe filmes, mas abre janelas para refletir sobre o presente. E, como toda boa crônica cinematográfica, deixa no ar a expectativa do que ainda virá até o último dia de projeções.
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