Último mês de Casa Brasil: Arte e diversidade no coração do Rio
Exposições celebram identidade fluminense até 8 de julho
Último mês de Casa Brasil: Arte e diversidade no coração do Rio
Exposições celebram identidade fluminense até 8 de julho
O Centro do Rio de Janeiro respira cultura em seus últimos dias de uma temporada memorável. A Casa Brasil recebe até 8 de julho as exposições “Casa Fluminense” e “Cada Cabeça é um Mundo”, que já atraíram mais de 130 mil visitantes e consolidaram o espaço como referência de diversidade cultural.
A mostra coletiva “Casa Fluminense” reúne 97 obras de 60 artistas de diferentes regiões do estado, sob curadoria de Aliã Guajajara Waimiri, Cadu, Jocelino Pessoa, Marcelo Campos e Tania Queiroz. São olhares múltiplos sobre identidade, turismo, tradições e diversidade, vindos de cidades como Niterói, Campos, Paraty e Teresópolis.
Em paralelo, a individual “Cada Cabeça é um Mundo”, da fotógrafa Melissa Oliveira, mergulha no cotidiano das barbearias em comunidades cariocas. Natural do Morro do Dendê, Melissa retrata profissionais que movimentam a economia criativa em territórios como Jacaré, Manguinhos e Chatuba, revelando a força da cultura periférica.
Tecnologia e memória
Além das exposições, o público encontra a experiência imersiva Casa Brasil Petrobras, que utiliza óculos VR 360º para percorrer cinco séculos em cinco minutos. A narrativa atravessa a Guanabara pré-colonial, a Alfândega do século XIX e o antigo Mercado do Peixe, destacando o protagonismo das mulheres negras na resistência cultural.
A programação inclui ainda “Conversas de Casa”, encontros que promoveram trocas criativas entre artistas e participantes de cursos livres, reforçando o papel do espaço como ponte entre memória e contemporaneidade.
Um espaço de todos
“Ver a Casa Brasil ocupada por tantos visitantes reforça nossa missão de ser um centro de referência para a cultura fluminense”, afirma Tânia Queiroz, diretora da instituição. A parceria com a Petrobras e o Ministério da Cultura, dentro do programa Ícones da Cultura Brasileira, fortalece o reposicionamento do espaço e amplia o acesso gratuito à arte.
As exposições chegam ao fim, mas deixam a sensação de continuidade. A Casa Brasil reafirma-se como território de encontro, onde arte, memória e diversidade se entrelaçam no coração do Rio.
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