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STF redefine fronteiras nos julgamentos de crimes sexuais

Nova decisão abre caminho para revisão de absolvições

O caso Mariana Ferrer ganha novo julgamento e redefine o debate sobre crimes sexuais no Brasil. #Linkezine ✨

STF redefine fronteiras nos julgamentos de crimes sexuais

Nova decisão abre caminho para revisão de absolvições

No coração da crônica jurídica brasileira, o caso Mariana Ferrer volta a pulsar. Nesta quinta-feira (18/06), o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a absolvição do réu acusado de estupro contra a jovem catarinense. A decisão não é apenas um retorno ao tribunal: é um marco que reposiciona o debate sobre como o sistema de justiça lida com vítimas de violência sexual.

O novo julgamento ocorrerá sob a vigência da Lei nº 14.245/2021, criada após a repercussão das humilhações sofridas por Mariana durante seu depoimento. A lei, conhecida como “Lei Mariana Ferrer”, proíbe práticas abusivas contra vítimas em audiências, estabelecendo limites claros para a atuação da defesa. O que antes parecia uma lacuna agora se torna regra: o respeito à dignidade da vítima é obrigatório.

A criminalista Maria Tereza Novaes, especialista em casos de violência contra a mulher, descreveu a decisão como tardia, mas necessária. “O reconhecimento de que esse tipo de conduta da defesa é inaceitável é muito importante para a proteção dos direitos das mulheres, mas chega de forma tardia”, afirmou. Sua fala ecoa como alerta: a justiça ainda caminha lentamente diante das urgências femininas.

O impacto vai além do caso individual. Com o precedente aberto pelo STF, outras absolvições em que vítimas tenham sido desrespeitadas poderão ser revistas. É uma reconfiguração silenciosa, mas poderosa, do modo como tribunais devem conduzir julgamentos de crimes sexuais. A decisão sinaliza que o tempo da revitimização institucional precisa ficar para trás.

Não é a primeira vez que o Supremo atua para frear práticas jurídicas ultrapassadas. Em 2023, a Corte proibiu o uso da tese da “legítima defesa da honra” em casos de feminicídio — argumento que, por décadas, legitimou a violência contra mulheres. A lembrança desse episódio reforça a ideia de que o Judiciário brasileiro ainda enfrenta fantasmas de um passado patriarcal.

O caso Mariana Ferrer, agora reaberto, simboliza mais do que uma disputa judicial: é a crônica de um país que tenta, entre avanços e resistências, redesenhar as fronteiras da justiça. A decisão do STF não encerra a história, mas abre um novo capítulo, onde o respeito às vítimas precisa ser mais do que promessa — precisa ser prática.

 

Justiça em movimento: STF reabre o caso Mariana Ferrer e redefine como o Brasil julga crimes sexuais.  #JustiçaParaMariana #DireitosDasMulheres

 

 

 

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