Aleijadinho retorna ao altar: Ouro Preto celebra memória restaurada
Faop devolve imagens sacras e reforça preservação cultural.
Aleijadinho retorna ao altar: Ouro Preto celebra memória restaurada
Faop devolve imagens sacras e reforça preservação cultural.
Em Ouro Preto, cada pedra guarda uma história, e cada altar carrega séculos de fé. Nesta semana, a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) devolveu à comunidade de São Bartolomeu um conjunto de 11 imagens sacras restauradas, marcando uma etapa simbólica na preservação de um dos templos religiosos mais antigos de Minas Gerais.
Entre as peças, brilha a imagem de Nossa Senhora do Carmo, atribuída a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, ícone da arte colonial mineira. O retorno dessa obra ao altar não é apenas um gesto técnico de conservação, mas um reencontro entre passado e presente, memória e devoção.
A entrega aconteceu na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, em Cachoeira do Campo, e reuniu autoridades, especialistas e moradores. Para o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, restaurar uma obra sacra é preservar histórias e afetos que atravessam gerações. “A devolução desse conjunto reafirma o compromisso do Governo de Minas com a proteção do patrimônio cultural e com a valorização das comunidades que mantêm viva essa herança”, destacou.
O portfólio devolvido inclui esculturas de São João Nepomuceno, Santa Efigênia, Sant’Ana, Nossa Senhora do Pilar, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, além de um Crucificado e um Divino Espírito Santo — todas datadas do século 18. Algumas dessas imagens aparecem registradas em documentos históricos e até na obra Santuário Mariano, do frei Agostinho de Santa Maria, reforçando sua relevância documental e espiritual.
Para Rodrigo Câmara, presidente da Faop, cada peça devolvida é um elo que conecta a comunidade às suas raízes. “Não restauramos apenas arte, mas preservamos identidade e fé”, afirmou. Já Valéria Tomé França, coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauro, ressaltou que o conjunto testemunha a formação das primeiras comunidades mineiras e guarda referências da devoção popular.
O gesto da Faop transcende a técnica: é uma narrativa de continuidade. Ao devolver as imagens, a instituição devolve também a sensação de pertencimento, reafirmando que o patrimônio cultural não é apenas passado, mas também futuro. Ouro Preto, mais uma vez, celebra sua memória viva — e Aleijadinho retorna ao altar como símbolo de permanência.
Aleijadinho de volta ao altar: Ouro Preto celebra a força da memória e da fé. #PatrimonioCultural #ArteSacra
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0


Deixe uma resposta