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Operação Última Parada: Prisão de vereador expõe esquema bilionário ligado ao PCC

Transunião é alvo de investigação em SP

A operação expõe a infiltração do crime organizado no transporte público de São Paulo. #Linkezine 🚨

Operação Última Parada: Prisão de vereador expõe esquema bilionário ligado ao PCC

 Transunião é alvo de investigação em SP

A manhã desta quinta-feira (25) marcou mais um capítulo da relação entre poder político, transporte público e crime organizado em São Paulo. A Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, cumpriu cinco mandados de prisão e mais de cem de busca e apreensão. Entre os presos estão o vereador Senival Moura (PT) e o presidente da empresa de ônibus Transunião, Lourival de França Monário.

Segundo os investigadores, a concessionária teria sido usada como instrumento para lavar dinheiro em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC). O esquema, apontam as apurações, envolvia um núcleo paralelo dentro da empresa, responsável por decisões estratégicas e pela transferência de recursos à organização criminosa.

A mudança societária da Transunião é considerada suspeita: o capital social saltou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões sem origem clara. A Justiça determinou bloqueios que podem chegar a R$ 30 bilhões, além do sequestro de veículos, imóveis e embarcações.

A investigação teve início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião, em 2020. Desde então, os órgãos de segurança reuniram provas de que a empresa, que recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema municipal de transporte em 2025, era utilizada para movimentar recursos ilícitos.

A operação mobilizou cerca de 350 policiais e seis promotores, além de equipes especializadas. Apesar da gravidade das acusações, a Prefeitura de São Paulo informou que os ônibus da Transunião continuam circulando normalmente, garantindo o atendimento à população. O prefeito Ricardo Nunes declarou que aguarda notificação oficial da Justiça para definir medidas, lembrando que já rompeu contratos com empresas suspeitas de ligação com o crime organizado em 2024.

O caso também se conecta a outras operações, como Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi, esta última envolvendo o PCC e a máfia italiana ’Ndrangheta. A prisão do vereador e dos executivos da Transunião reforça a dimensão do desafio: combater a infiltração do crime organizado em estruturas essenciais da cidade.

Mais do que números e cifras, a operação expõe a fragilidade de sistemas urbanos quando atravessados por interesses criminosos. O transporte público, que deveria ser símbolo de mobilidade e cidadania, torna-se palco de disputas que revelam a urgência de vigilância e transparência.

 

Do plenário ao transporte público: Operação Última Parada revela esquema bilionário ligado ao PCC. ⚖️  #CrimeOrganizado #TransportePublico

 

 

 

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