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Frio, tempo seco e o peso das doenças respiratórias em Goiás

Estado enfrenta alta de casos graves no inverno

O frio e o tempo seco ampliam os riscos respiratórios em Goiás, exigindo prevenção e cuidado coletivo. #Linkezine 🌬️

Sick woman in a mask having a difficulty breathing during coronavirus pandemic

Frio, tempo seco e o peso das doenças respiratórias em Goiás

Estado enfrenta alta de casos graves no inverno

O inverno chega como quem não pede licença: o frio se instala, o ar se torna mais seco e, silenciosamente, os pulmões da população começam a sentir o impacto. Em Goiás, o cenário é preocupante. Dois meses após o decreto de emergência em saúde pública, o estado ainda contabiliza números alarmantes da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Segundo dados do Infogripe/Fiocruz, divulgados em 11 de junho, já são 4.996 casos registrados apenas nos primeiros cinco meses de 2026.

A SRAG, provocada principalmente por vírus como Influenza e Covid-19, não é a única vilã da estação. A pneumopediatra Camila Maia, do Órion Complex em Goiânia, lembra que o frio e o tempo seco também favorecem o surgimento de bronquiolite, crises de asma, sinusites, otites e pneumonias. “O ar seco resseca as vias respiratórias e compromete os mecanismos naturais de defesa. Já as temperaturas baixas incentivam a permanência em ambientes fechados, facilitando a transmissão dos vírus”, explica.

O Brasil, entre abril e setembro, vive o período mais vulnerável para doenças respiratórias. O resultado é visível: mais consultas médicas, hospitais lotados e famílias em alerta. No país, o número de mortes por SRAG já ultrapassa 3.500 neste ano.

Mas há caminhos para reduzir os riscos. A médica reforça a importância da vacinação contra influenza, Covid-19 e pneumonia, além do controle adequado de doenças crônicas como asma e rinite. Medidas simples também fazem diferença: manter ambientes ventilados, higienizar as mãos, evitar contato próximo com pessoas gripadas, hidratar-se bem e dormir adequadamente.

Outro ponto crucial é o uso consciente de antibióticos. “Nem toda tosse ou febre precisa de antibiótico. Muitas infecções são virais e melhoram apenas com medidas de suporte. O uso inadequado aumenta a resistência bacteriana e pode trazer efeitos adversos importantes”, alerta Camila.

O inverno, portanto, não é apenas uma estação de temperaturas baixas. É também um período que exige atenção redobrada à saúde coletiva. A narrativa que se desenha em Goiás é um retrato do Brasil: o frio e o tempo seco são protagonistas de uma crônica que se repete ano após ano, mas que pode ser enfrentada com prevenção, informação e cuidado.

 

Quando o frio chega, os pulmões sentem. Goiás enfrenta alta de doenças respiratórias neste inverno — prevenção é a chave!  #SaudeNoInverno #RespiraBrasil

 

 

 

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