Polícia do Rio indicia homem por suspeita de matar cachorro afogado no mar de Copacabana
Investigado está foragido; caso foi enviado à Justiça
Polícia do Rio indicia homem por suspeita de matar cachorro afogado no mar de Copacabana
Investigado está foragido; caso foi enviado à Justiça
A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou um homem de 47 anos suspeito de matar o próprio cachorro ao afogá-lo no mar de Copacabana, na zona sul da capital. O caso ocorreu em 23 de abril e o inquérito foi encaminhado à Justiça. Os investigadores também solicitaram a prisão cautelar de Thiago Mattos Rocha, que, segundo a polícia, não foi localizado.
De acordo com a investigação, imagens de câmeras de segurança registraram Thiago deixando o prédio onde morava, na Rua Tonelero, acompanhado do cachorro Prince. As gravações mostram o suspeito caminhando em direção à Avenida Atlântica e retornando ao edifício sem o animal cerca de algum tempo depois.
Funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que trabalhavam na praia naquele momento, relataram à polícia que turistas tentaram socorrer o cachorro ao encontrá-lo no mar. Apesar das tentativas de reanimação, o animal já estava morto quando foi retirado da água.
A investigação também aponta que, aproximadamente uma hora após retornar ao apartamento, Thiago deixou o imóvel acompanhado da companheira e transportando malas. Desde então, ele não voltou ao endereço. Funcionários do condomínio informaram à Polícia Civil que o morador já vinha retirando móveis e outros objetos do apartamento dias antes, depois de receber a visita de um oficial de Justiça e de um policial.
Segundo os investigadores, uma semana antes da morte do cachorro, Thiago havia sido indiciado por injúria, extorsão e violação de domicílio em um caso envolvendo a sogra, proprietária do imóvel onde ele vivia com a companheira e a filha. A mulher também obteve uma medida protetiva contra o genro.
Com base nos depoimentos, nas imagens e nos demais elementos reunidos durante a apuração, a Polícia Civil concluiu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para indiciar Thiago pelo crime de maus-tratos a animal com resultado morte.
A legislação prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais para condenações por maus-tratos contra cães e gatos com resultado morte. A definição da eventual responsabilização criminal e da aplicação da pena caberá à Justiça, que também deverá analisar o pedido de prisão cautelar apresentado pela Polícia Civil.
Até o momento, o investigado não foi localizado, e o caso segue em tramitação no Poder Judiciário.
A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte de um cachorro em Copacabana. O caso agora será analisado pela Justiça. #PolíciaCivil #RioDeJaneiro
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