Paolla Oliveira mergulha no terror psicológico em “Herança de Narcisa”, filme que transforma o medo em memória
Longa estreia nos cinemas em 9 de julho
Paolla Oliveira mergulha no terror psicológico em “Herança de Narcisa”, filme que transforma o medo em memória
Longa estreia nos cinemas em 9 de julho
Nem todo fantasma vive entre sombras. Alguns habitam lembranças, silenciam em fotografias antigas e permanecem escondidos nas paredes de uma casa onde o tempo parece nunca ter passado. É dessa matéria invisível — feita de traumas, ausências e afetos interrompidos — que nasce Herança de Narcisa, novo longa protagonizado por Paolla Oliveira, que estreia nos cinemas brasileiros em 9 de julho e ganha uma sessão especial no Rio de Janeiro, no UCI New York City Center.
Dirigido e escrito por Clarissa Appelt e Daniel Dias, o filme percorre um caminho pouco convencional dentro do terror. Em vez de apostar apenas em sustos e elementos sobrenaturais, a narrativa mergulha nas marcas emocionais deixadas pelas relações familiares, transformando o gênero em uma investigação íntima sobre luto, identidade e ancestralidade feminina.
Na trama, Ana, vivida por Paolla Oliveira, retorna à casa onde cresceu após a morte da mãe, a ex-vedete Narcisa. O reencontro com o imóvel, carregado de lembranças e objetos do passado, desperta sentimentos que permaneciam soterrados havia anos. Ao lado do irmão Diego, interpretado por Pedro Henrique Müller, ela inicia uma espécie de arqueologia emocional, revisitando segredos familiares e enfrentando uma convivência marcada por dores que nunca encontraram espaço para cicatrizar.
A casa deixa de ser apenas cenário e assume papel de personagem. Cada cômodo parece guardar fragmentos de uma história interrompida, enquanto o suspense se constrói menos pelos ruídos da noite e mais pelas cicatrizes invisíveis que atravessam gerações. O terror, aqui, nasce daquilo que não foi dito.
Essa abordagem tem chamado a atenção da crítica especializada. Publicações destacam a capacidade do longa de desconstruir expectativas, conduzindo o espectador por uma experiência que combina tensão psicológica e emoção. O conceito de healing horror — tendência que utiliza o horror como ferramenta para discutir processos de cura emocional — aparece como uma das principais chaves de leitura da obra, aproximando o medo de reflexões sobre reconciliação, trauma e pertencimento.
No Rio de Janeiro, a estreia será marcada por uma sessão especial com a presença de Paolla Oliveira e dos diretores, reforçando a expectativa em torno de uma produção que amplia as possibilidades do cinema de gênero brasileiro.
Produzido pela Camisa Preta Filmes, em coprodução com a Urca Filmes e o Telecine, e distribuído pela Olhar Filmes, Herança de Narcisa surge em um momento de renovação do audiovisual nacional. Ao transformar o horror em linguagem para discutir vínculos familiares e heranças emocionais, o filme demonstra que o medo pode ser também uma forma de autoconhecimento.
Há histórias que assombram porque nunca foram encerradas. E algumas delas só encontram descanso quando finalmente são encaradas de frente.
Nem todo horror mora no escuro. Às vezes, ele espera atrás de uma porta que nunca tivemos coragem de abrir. “Herança de Narcisa” chega aos cinemas para mostrar que os fantasmas mais difíceis de enfrentar carregam o nosso sobrenome. 🖤🎥 #CinemaBrasileiro #TerrorPsicologico
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