Aplicativo Maria da Penha Virtual vira documentário e leva inovação do Judiciário fluminense ao cenário internacional
Ferramenta do TJRJ ganha destaque mundial
Aplicativo Maria da Penha Virtual vira documentário e leva inovação do Judiciário fluminense ao cenário internacional
Ferramenta do TJRJ ganha destaque mundial
Criado para romper barreiras enfrentadas por mulheres vítimas de violência doméstica, o aplicativo Maria da Penha Virtual ultrapassou os limites da inovação tecnológica e passou a despertar interesse internacional. A ferramenta desenvolvida em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que permite solicitar medidas protetivas de urgência pela internet de forma segura e sigilosa, será tema de um documentário produzido pela mexicana Sarape Films, em parceria com a Shell. As gravações foram realizadas na segunda-feira (6), na Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), consolidando o reconhecimento de uma iniciativa que transformou o acesso à Justiça para milhares de mulheres.
O interesse da produtora surgiu após o Maria da Penha Virtual conquistar, em 2025, o prêmio Shell LiveWire, programa global de incentivo ao empreendedorismo, na categoria de inovação empresarial. O reconhecimento internacional destacou não apenas a tecnologia empregada na plataforma, mas principalmente seu impacto social ao facilitar o acesso das vítimas ao sistema de proteção judicial.
Participaram das gravações a coordenadora do Interior do Estado da Coem, juíza Elen de Freitas Barbosa; a coordenadora do Núcleo de Promoção de Políticas Especiais de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar (Nupevid), Jacqueline Leite Vianna Campos; a diretora da Divisão de Análise de Negócios Legados da Secretaria-Geral de Tecnologia da Informação (SGTEC), Maria Eugênia de Castro Borges; e Rafael Wanderley, idealizador do Maria da Penha Virtual e CEO da startup Direito Ágil.
Segundo a juíza Elen de Freitas Barbosa, o principal diferencial da plataforma está na proteção oferecida às vítimas durante todo o processo. Como funciona em ambiente web, sem necessidade de download, o sistema não deixa rastros no aparelho celular, reduzindo os riscos de descoberta pelo agressor e permitindo que o pedido de medida protetiva seja feito de qualquer lugar.
A magistrada destacou ainda que o aplicativo contribui para romper barreiras frequentemente enfrentadas por mulheres em situação de violência, como o medo, a vergonha e a revitimização, possibilitando que o acesso à Justiça aconteça de forma mais rápida, discreta e segura.
Para Jacqueline Leite Vianna Campos, a iniciativa também simboliza a capacidade do Judiciário de incentivar soluções inovadoras desenvolvidas dentro das universidades. O projeto nasceu da parceria entre o Tribunal de Justiça e estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que posteriormente fundaram a startup Direito Ágil. Segundo ela, a experiência demonstrou como a colaboração entre instituições públicas e a academia pode acelerar transformações que, em circunstâncias tradicionais, levariam anos para se concretizar.
Disponível por meio de um simples link, o Maria da Penha Virtual permite que a vítima preencha seus dados, descreva a violência sofrida, anexe fotos, áudios e outros documentos e escolha as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Ao final do processo, o sistema gera automaticamente uma petição em PDF, encaminhada ao juizado competente para análise.
Ao ganhar espaço em uma produção audiovisual internacional, o aplicativo amplia a visibilidade de uma solução brasileira que alia tecnologia, inovação e proteção às mulheres. O documentário reforça o potencial de iniciativas desenvolvidas pelo Judiciário fluminense para inspirar novos modelos de enfrentamento à violência doméstica dentro e fora do país.
Do Rio para o mundo. 🌎 O aplicativo Maria da Penha Virtual ganha documentário internacional e mostra como a tecnologia pode salvar vidas e ampliar o acesso à Justiça. #ViolênciaDoméstica #InovaçãoSocial
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